Janela partidária embaralha 2026: Kátia Abreu no PT, Marina Silva na Rede e dezenas de deputados trocando de legenda
A janela partidária encerrada em abril movimentou nomes e siglas que vão redesenhar o tabuleiro eleitoral de 2026.
Kátia Abreu, ex-senadora ruralista que, segundo Poder360 e Folha de S.Paulo, teria criticado Lula em 2008 por distorcer informações sobre o agro, oficializou sua filiação ao PT no Tocantins 18 anos depois, declarando que vai ajudar na reeleição do presidente. É uma virada de posição que chama atenção. Marina Silva fez o caminho oposto: recusou convites do PT e do PSB e decidiu ficar na Rede, colocando-se à disposição para disputar o Senado por São Paulo na chapa de Haddad. A permanência dela, porém, provocou uma debandada. A vereadora Marina Bragante, tida pela Folha de S.Paulo como a primeira eleita pela Rede em São Paulo, migrou para o PSB citando 'mudanças de rumo' do partido. Celso Sabino, ex-ministro do Turismo, se filiou ao PDT e lançou pré-candidatura ao Senado pelo Pará. Segundo Poder360, ele teria sido expulso do União Brasil, tudo indica que por se recusar a deixar o cargo no governo Lula. Já Túlio Gadêlha saiu da Rede e foi para o PSD, reafirmando apoio a Lula e mirando uma chapa ligada à governadora Raquel Lyra em Pernambuco. Na escala maior, a Folha de S.Paulo estima que pelo menos 114 dos 513 deputados trocaram de partido durante a janela, o que representaria 22% das cadeiras. Vale notar que o próprio jornal traz o número 85 no corpo de uma das reportagens, sem que as fontes que consultamos tenham esclarecido a discrepância. Só a Folha reportou que o Podemos foi a sigla que mais atraiu parlamentares e que o PL recompôs sua bancada, informações que ainda aguardam confirmação independente. Por trás dos números, a disputa pela candidatura presidencial do PSD também se move: segundo Folha de S.Paulo e Estadão, Ronaldo Caiado aparece como favorito após a desistência de Ratinho Jr., mas Eduardo Leite ainda disputa a indicação e critica o rumo do partido.
- A Folha de S.Paulo publica dois números diferentes para a troca de deputados na janela partidária: 114 no título de uma reportagem e 85 no corpo do texto, sem explicação para a divergência.
- Enquanto uma versão inicial apontava Caiado como escolhido pelo PSD, Folha de S.Paulo e Estadão indicam que Eduardo Leite ainda disputa a indicação e critica o rumo do partido.
- O número exato de deputados que trocaram de partido: a Folha de S.Paulo cita 114 no título e 85 no corpo do texto, sem explicação para a diferença.
- Se Celso Sabino foi formalmente expulso do União Brasil ou saiu voluntariamente.
- Qual vaga específica ao Senado por São Paulo Marina Silva disputaria e se a Rede se integrará formalmente à coalizão de Haddad.
- O cronograma e os termos da escolha formal de Caiado como candidato do PSD à presidência.
- Como a filiação de Kátia Abreu afetará a estratégia do PT no Tocantins e sua relação com o setor do agronegócio.
Os fatos confirmados têm três ou mais fontes independentes. Informações com duas fontes receberam hedging explícito no texto. Os dados sobre a janela partidária vêm predominantemente da Folha de S.Paulo e ainda aguardam cruzamento com outras redações.