FAROL.
Quinta-feira, 9 de abril de 2026
Viés auditável Brasil Fontes abertas Incertezas declaradas
5 histórias verificadas · 76 fatos analisados · 47 fontes citadas · 9 divergências

Cada resumo é construído a partir de múltiplas fontes independentes. Cada fato é classificado como confirmado, provável, não verificado ou contestado. Clique em “ver verificação” para ver fontes, divergências e lacunas.

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História 01

Câmara aprova em primeiro turno PEC que garante piso constitucional para a assistência social

A PEC 383/17 cria um piso de 1% da receita corrente líquida para o SUAS, sistema que atende dezenas de milhões de famílias , mas o segundo turno ainda está pendente.

Espectro editorial das fontes
Poder360
CartaCapital
Exame
Folha de S.Paulo
UOL
O Globo
Brasil em Folhas
Câmara dos Deput…
Esquerda Centro Direita
Poder360CartaCapitalExameFolha de S.PauloUOLO GloboBrasil em FolhasCâmara dos Deputados (camara.leg.br)
Resumo verificado

A Câmara dos Deputados aprovou na quarta-feira, 8 de abril, em primeiro turno, a PEC 383/17, que obriga a União a destinar pelo menos 1% da receita corrente líquida anualmente à assistência social. É a primeira vez que o setor teria um piso constitucional próprio, nos moldes do que já existe para saúde e educação. O ponto é: o impacto fiscal estimado pela equipe econômica é de R$ 36 bilhões ao longo de quatro anos. A CartaCapital informou 464 votos a favor e 16 contra, mas essa contagem vem de uma única fonte e ainda aguarda confirmação. O texto ainda precisa passar por um segundo turno antes de seguir ao Senado. Segundo o O Globo, esse segundo turno foi adiado por incertezas sobre o impacto fiscal , informação que não cruzamos com outras redações. Três detalhes do texto merecem atenção, mas cada um vem de no máximo duas fontes e ainda aguardam confirmação adicional: segundo a CartaCapital e o Poder360, o piso de 1% só valeria integralmente a partir do quarto ano após a promulgação; segundo a CartaCapital e o Brasil em Folhas, o piso se estenderia também a estados, Distrito Federal e municípios; e, segundo a CartaCapital, a PEC constitucionalizaria o próprio conceito do SUAS, que hoje existe apenas em lei ordinária. O SUAS, que a Folha de S.Paulo aponta atender mais de 30 milhões de famílias no Brasil, passaria a ter proteção constitucional equivalente à da saúde pública. O padrão que emerge: a aprovação em primeiro turno foi ampla, mas o adiamento do segundo turno indica que o debate sobre o custo fiscal ainda não está encerrado.

6 Confirmado 3+ fontes
6 Provável 2 fontes
2 Fonte única não verificado
0 Contestado fontes divergem
O que não conseguimos verificar
  • Quando o segundo turno está agendado, após o adiamento por incertezas fiscais.
  • Qual é o nível atual de gasto federal em assistência social em comparação ao piso de 1% proposto.
  • Qual é a posição oficial do Executivo sobre a PEC — o governo apoia ou se opõe?
  • Quem são os 16 deputados que votaram contra e quais foram os motivos declarados.
  • Quais são os percentuais específicos do período de transição nos anos 1 a 3, antes do 1% pleno.
  • Qual é o prazo estimado para apreciação no Senado, caso o segundo turno seja aprovado.
Como verificamos

Os fatos centrais — aprovação em primeiro turno, o piso de 1% da receita corrente líquida, o impacto fiscal de R$ 36 bilhões e a necessidade de segundo turno — foram confirmados por múltiplas fontes independentes. A contagem de votos (464 a 16) vem exclusivamente da CartaCapital. Três características do texto (período de transição, extensão a estados e municípios, e constitucionalização do SUAS) vêm de no máximo duas fontes cada e foram sinalizadas como não confirmadas.

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História 02

EUA e Irã anunciam trégua de duas semanas, e mercados comemoram antes de a realidade bater

O Ibovespa bateu recorde e o dólar caiu ao menor nível em quase dois anos, mas o Estreito de Ormuz seguiu praticamente fechado no primeiro dia do cessar-fogo.

Espectro editorial das fontes
Agência Brasil
Folha de S.Paulo
Exame
PBS/AP
Al Jazeera
Bloomberg via Fi…
New York Times
EUobserver
Esquerda Centro Direita
Agência BrasilFolha de S.PauloExamePBS/APAl JazeeraBloomberg via Financial PostNew York TimesEUobserver
Resumo verificado

Trump anunciou na noite de terça-feira, 7 de abril, um cessar-fogo de duas semanas com o Irã que inclui a reabertura do Estreito de Ormuz. Os mercados responderam rápido: o Ibovespa fechou em 192 mil pontos, novo recorde histórico, chegando a tocar 193 mil pontos durante o dia. O dólar caiu 1% e fechou a R$ 5,10, o menor patamar em quase dois anos. O que chama atenção é a distância entre o acordo no papel e o que aconteceu no mar. No primeiro dia de trégua, o tráfego pelo Estreito de Ormuz seguiu represado. O chanceler iraniano Araghchi disse que a passagem segura depende de "coordenação com as forças armadas" e de "limitações técnicas" não especificadas. O New York Times confirmou que o tráfego permaneceu reduzido. O petróleo despencou mais de 16% logo após o anúncio, abaixo de US$ 95 o barril, mas voltou a subir no fim do dia com as incertezas sobre Ormuz. Ações de companhias aéreas subiram, dado que o setor é diretamente sensível ao preço do combustível. O padrão que emerge: o alívio financeiro é real, mas o alívio no abastecimento ainda não chegou. O Estreito responde por cerca de 20% do petróleo e do gás natural liquefeito que circula no mundo. A IATA alertou que a recuperação do fornecimento de combustível de aviação pode levar meses, mesmo com a reabertura formal do estreito, por causa de interrupções na capacidade de refino. A porta-voz da União Europeia, Anna-Kaisa Itkonen, foi direta: "esta crise não será de curta duração". No Brasil, o IGP-DI subiu 1,14% em março, revertendo a queda de fevereiro, com a FGV apontando os efeitos da guerra como fator central.

14 Confirmado 3+ fontes
1 Provável 2 fontes
0 Fonte única não verificado
2 Contestado fontes divergem
Onde as fontes divergem
  • O acordo prevê 'passagem segura' pelo Estreito de Ormuz (Al Jazeera, PBS/AP, EUobserver), mas no primeiro dia de trégua o tráfego seguiu represado e o Irã condicionou a passagem à coordenação militar e a limitações técnicas (New York Times, Folha de S.Paulo, EUobserver).
  • O petróleo despencou mais de 16% logo após o anúncio do cessar-fogo (PBS/AP), mas voltou a subir no fim do dia com as incertezas sobre Ormuz (Folha de S.Paulo).
O que não conseguimos verificar
  • Quais são os termos completos do cessar-fogo além da provisão sobre Ormuz?
  • O Estreito verá tráfego comercial significativo durante as duas semanas, dadas as condições impostas pelo Irã?
  • O que acontece quando as duas semanas expirarem: renovação ou retomada das hostilidades?
  • Quais são exatamente as 'limitações técnicas' mencionadas pelo chanceler iraniano para a reabertura do estreito?
  • Qual foi o papel da morte do aiatolá Khamenei, informação reportada apenas pela Al Jazeera e não confirmada por outras fontes, na decisão iraniana de aceitar o acordo?
Como verificamos

Os fatos centrais desta história, incluindo o cessar-fogo, os números de mercado e a situação em Ormuz, foram confirmados por seis ou mais fontes independentes. A Agência Brasil é estatal e tende a enquadrar notícias de forma favorável ao governo federal, mas os dados factuais que utilizamos dela batem com fontes independentes. A queda e posterior recuperação do petróleo no mesmo dia foram reportadas com ênfases distintas pela AP e pela Folha; registramos ambas.

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História 03

Cinco petroleiras obtêm na Justiça suspensão do imposto de 12% sobre exportações de petróleo bruto

Juiz federal no Rio derrubou a medida provisória do governo Lula por considerá-la inconstitucional, mas a decisão vale só para as empresas que entraram com a ação.

Espectro editorial das fontes
Folha de S.Paulo
Poder360
Metrópoles
Money Times
Jornal de Brasíl…
G1
Eixos
Valor Econômico
Esquerda Centro Direita
Folha de S.PauloPoder360MetrópolesMoney TimesJornal de BrasíliaG1EixosValor Econômico
Resumo verificado

Shell, TotalEnergies, Equinor, Petrogal e Repsol Sinopec conseguiram na Justiça o que, segundo o Poder360, o Centrão ainda tenta no Congresso: suspender o imposto de 12% sobre exportações de petróleo bruto e minerais betuminosos criado pelo governo Lula em março deste ano. O juiz Humberto de Vasconcelos Sampaio, da 1ª Vara Federal do Rio, concedeu a liminar por entender que a Medida Provisória 1.340/2026 tem caráter puramente arrecadatório, o que viola a exigência constitucional de que impostos sobre exportações sirvam a fins regulatórios. O detalhe é que a suspensão vale apenas para as cinco empresas que entraram com a ação. A Folha de S.Paulo descreveu a decisão em termos mais amplos, sem deixar claro esse limite, enquanto Money Times, Metrópoles e Jornal de Brasília foram explícitos: quem não processou o governo continua sujeito ao imposto. Há uma segunda contradição que merece atenção. O portal Eixos, especializado em energia, afirma que a decisão cita parágrafos da MP que simplesmente não existem no texto original, o que sugeriria um erro judicial. Não conseguimos cruzar essa informação com o texto da decisão para confirmar. O imposto foi criado no contexto da alta do petróleo após o conflito EUA-Israel-Irã e tinha como objetivo financiar um subsídio de R$ 0,32 por litro no diesel. O IBP, que representa a indústria de petróleo, estima que a medida geraria R$ 32,1 bilhões por ano, mas o instituto tem interesse direto no tema. Não encontramos confirmação formal de movimentação da AGU para recorrer da liminar até o fechamento desta edição.

9 Confirmado 3+ fontes
5 Provável 2 fontes
1 Fonte única não verificado
2 Contestado fontes divergem
Onde as fontes divergem
  • Money Times, Metrópoles e Jornal de Brasília deixam claro que a suspensão vale apenas para as cinco empresas autoras da ação; a Folha de S.Paulo descreveu a decisão em termos mais amplos, sem especificar esse limite
  • Poder360, Metrópoles e Money Times tratam o fundamento jurídico da decisão como sólido; o Eixos afirma que a decisão cita parágrafos da MP que não existem no texto original, o que colocaria em dúvida a base legal da liminar
O que não conseguimos verificar
  • Se a AGU vai recorrer da liminar e em qual prazo
  • Se outras petroleiras, incluindo a Petrobras, vão buscar decisões semelhantes
  • Se o TRF-2 vai seguir o precedente de 2023, quando a 3ª Turma Especializada derrubou imposto similar da MP 1.163
  • Se o Congresso vai reduzir a alíquota via emendas à MP, como o Poder360 indica que o Centrão tenta com 135 emendas apresentadas
  • Qual seria o impacto fiscal se a suspensão se estender a todos os exportadores ou se a MP for derrubada integralmente
  • Se a decisão realmente cita parágrafos inexistentes da MP, como afirma o Eixos
Como verificamos

Os fatos centrais, como a concessão da liminar, o nome do juiz, as cinco empresas autoras e o fundamento constitucional da decisão, foram confirmados por seis ou mais fontes independentes. A estimativa de R$ 32,1 bilhões vem do IBP, entidade que representa a indústria de petróleo, e deve ser lida com essa ressalva. A alegação do Eixos sobre parágrafos inexistentes na MP é de fonte única e especializada no setor, e não conseguimos verificá-la contra o texto da decisão judicial. A informação sobre as 135 emendas e a atuação do Centrão vem exclusivamente do Poder360.

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História 04

Israel lança maior ofensiva contra o Hezbollah no mesmo dia em que EUA e Irã anunciam cessar-fogo

Ataques atingem Beirute, sul do Líbano e Vale do Bekaa, matando entre 182 e 254 pessoas num único dia.

Espectro editorial das fontes
BBC
Al Jazeera
France 24
The Guardian
DW
CNN
Reuters
Financial Times
Esquerda Centro Direita
BBCAl JazeeraFrance 24The GuardianDWCNNReutersFinancial Times
Resumo verificado

Israel lançou o que descreveu como o maior ataque coordenado contra o Hezbollah desde o início da guerra, justamente no dia em que EUA e Irã anunciaram um cessar-fogo. Os alvos foram Beirute, o sul do Líbano e o Vale do Bekaa. O número de mortos é disputado entre fontes oficiais libanesas: o Ministério da Saúde contabiliza ao menos 182 vítimas; a Defesa Civil libanesa fala em 254 mortos e mais de 800 feridos. Ambas são fontes oficiais com metodologias distintas, e as fontes que consultamos não resolvem a divergência. A contradição central do dia é esta: o chanceler iraniano Abbas Araghchi afirmou que o cessar-fogo abrange o Líbano, mas o vice-presidente americano JD Vance e o primeiro-ministro israelense Netanyahu disseram o contrário, cada um à sua maneira. Netanyahu foi direto: o acordo "não incluirá o Hezbollah". O Irã, em resposta aos ataques, ameaçou retomar as hostilidades. A Cruz Vermelha condenou os ataques em áreas densamente habitadas. Segundo a Reuters, a ONU classificou os números de baixas como "chocantes", em informação ainda não confirmada por outras fontes. Segundo o The Guardian, citando a ONU, 1,1 milhão de libaneses já foram deslocados desde o início do conflito, dado que vem de uma única fonte jornalística e aguarda confirmação independente. Segundo o The Guardian, sete países, incluindo Brasil e Reino Unido, pediram que o Líbano seja incluído no cessar-fogo. O que liga esses fatos: Israel atacou no mesmo dia do cessar-fogo EUA-Irã, e tanto Washington quanto Teerã discordam publicamente sobre o que o acordo cobre. Enquanto isso, tudo indica que o Hezbollah respondeu com ataques a Israel, e os EUA mantêm postura militar ao redor do Irã até que um acordo definitivo seja fechado.

9 Confirmado 3+ fontes
9 Provável 2 fontes
0 Fonte única não verificado
3 Contestado fontes divergem
Onde as fontes divergem
  • O chanceler iraniano Araghchi afirma que o cessar-fogo abrange o Líbano; o vice-presidente americano Vance e o premier israelense Netanyahu dizem que não.
  • O Ministério da Saúde libanês contabiliza ao menos 182 mortos; a Defesa Civil libanesa fala em 254 mortos e mais de 800 feridos.
  • France 24 reporta cerca de 900 feridos; Al Jazeera aponta 1.165 feridos nos mesmos ataques.
O que não conseguimos verificar
  • O que diz exatamente o texto do cessar-fogo EUA-Irã sobre o Líbano e o Hezbollah.
  • Quantas das vítimas eram civis e quantas eram combatentes do Hezbollah.
  • Qual foi a escala e os alvos específicos da retaliação do Hezbollah contra Israel.
  • Se o Irã vai concretizar as ameaças de retomada das hostilidades, e de que forma.
  • Qual é o status do impasse no Estreito de Ormuz e sua conexão com o cessar-fogo.
  • O que continha a proposta de dez pontos que o Irã enviou aos EUA, mencionada por Trump.
Como verificamos

Os números de mortos vêm de duas fontes oficiais libanesas com metodologias diferentes: o Ministério da Saúde (182) e a Defesa Civil (254). Não conseguimos cruzar fontes suficientes para determinar qual cifra é mais precisa. A condenação da ONU e o dado de 1,1 milhão de deslocados vêm cada um de uma única fonte jornalística e ainda aguardam confirmação independente.

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História 05

Câmara endurece punições para adulteração de combustíveis; Senado aprova teto de R$ 7,9 bilhões para seguro-defeso

As duas casas do Congresso avançaram, em dias seguidos, em projetos que combatem fraudes em setores bem distintos: postos de gasolina e pesca artesanal.

Espectro editorial das fontes
Câmara dos Deput…
Senado Federal (…
Poder360
Folha de S.Paulo
Metrópoles
CartaCapital
G1/Globo
Estadão
Esquerda Centro Direita
Câmara dos Deputados (camara.leg.br)Senado Federal (senado.leg.br)Poder360Folha de S.PauloMetrópolesCartaCapitalG1/GloboEstadão
Resumo verificado

A Câmara dos Deputados aprovou, entre os dias 7 e 8 de abril, um projeto que eleva drasticamente as multas por adulteração de combustíveis. Tudo indica que as penalidades sobem de uma faixa de R$ 20 mil a R$ 5 milhões para algo entre R$ 90 mil e R$ 20 milhões, segundo o site institucional da própria Câmara. O projeto segue agora para o Senado. Vale notar que os números não são totalmente pacíficos entre as fontes: o Poder360 cita uma faixa de R$ 94 mil a R$ 23,5 milhões para as multas aplicadas pela ANP, enquanto o Metrópoles aponta R$ 4,7 milhões como teto para empresas que falsificam registros de insumos. Não conseguimos determinar se essas diferenças refletem categorias distintas de infração ou metodologias de cálculo diferentes, como correção pelo IPCA. O contexto importa: o Estadão e a Folha reportaram, em março de 2026, que o PCC estava importando metanol irregularmente para adulterar combustíveis. A aprovação do projeto vem nesse cenário. No Senado, a semana também foi movimentada. Os senadores aprovaram a MP 1323/25, que estabelece um teto de R$ 7,9 bilhões para o seguro-defeso em 2026, exige inscrição no CadÚnico e apresentação do REAP para receber o benefício, e aumenta as penalidades para quem fraudar o programa. A nova duração da suspensão do registro de pescador não ficou clara nas fontes que consultamos: a CartaCapital menciona que o prazo atual é de três anos, mas o trecho que indicaria o novo período estava truncado. Como o relator, senador Beto Faro (PT-PA), alterou o texto original, a MP volta à Câmara para nova análise.

8 Confirmado 3+ fontes
4 Provável 2 fontes
2 Fonte única não verificado
2 Contestado fontes divergem
Onde as fontes divergem
  • O site da Câmara dos Deputados descreve a faixa de multas por adulteração de combustíveis como R$ 90 mil a R$ 20 milhões. O Poder360 cita R$ 94 mil a R$ 23,5 milhões para penalidades aplicadas pela ANP. Não está claro se a diferença reflete correção monetária, categorias distintas ou erro de apuração.
  • O Metrópoles aponta R$ 4,7 milhões como penalidade máxima para empresas que falsificam registros de insumos, valor muito abaixo dos tetos de R$ 20 milhões (Câmara) ou R$ 23,5 milhões (Poder360) citados para adulteração de combustíveis. As fontes não deixam claro se estão descrevendo a mesma infração ou infrações diferentes.
O que não conseguimos verificar
  • Qual é o novo prazo de suspensão do registro de pescador para casos de fraude no seguro-defeso (a informação estava truncada nas fontes consultadas).
  • Por que o Poder360 cita R$ 94 mil a R$ 23,5 milhões enquanto o site da Câmara registra R$ 90 mil a R$ 20 milhões: as diferenças refletem correção pelo IPCA ou categorias distintas de infração?
  • Quais são os valores específicos de multa para cada tipo de infração prevista no projeto de combustíveis (adulteração, falsificação de registros, descumprimento de metas de descarbonização).
  • Qual o prazo esperado para que o Senado vote o projeto de adulteração de combustíveis.
  • Quantos pescadores artesanais estão registrados atualmente e quantos são suspeitos de fraude no seguro-defeso.
  • Quais alterações específicas o senador Beto Faro fez no texto original da MP 1323/25.
Como verificamos

Os valores das multas do projeto de combustíveis apresentam divergências entre fontes. Não conseguimos cruzar as informações do Poder360 e do Metrópoles com o texto oficial da Câmara de forma suficiente para determinar se tratam da mesma infração ou de categorias distintas. Ambas as contradições estão sinalizadas no corpo do texto.

Esta cobertura pareceu tendenciosa?
Bastidores do Farol
Onde as fontes não batem
O Metrópoles aponta R$ 4,7 milhões como penalidade máxima para empresas que falsificam registros de insumos, valor muito abaixo dos tetos de R$ 20 milhões (Câmara) ou R$ 23,5 milhões (Poder360) citados para adulteração de combustíveis. As fontes não deixam claro se estão descrevendo a mesma infração ou infrações diferentes.
Câmara endurece punições para adulteração de combustíveis; S
O número do dia
R$ 32,1 bilhões
O imposto foi criado no contexto da alta do petróleo após o conflito EUA-Israel-Irã e tinha como objetivo financiar um subsídio de R$ 0,32 por litro no diesel. O IBP, que representa a indústria de petróleo, estima que a medida geraria R$ 32,1 bilhões por ano, mas o instituto tem interesse direto no tema.
Previsão do Farol
Previsão (de 7/4): ✗ Não confirmada
“O Irã não reabrirá o Estreito de Ormuz até o prazo de terça-feira às 20h, e Trump anunciará alguma medida de retaliação ou escalada militar nas próximas 48 horas.”
A previsão estava completamente errada. Contrariamente ao previsto, o Irã reabrirá o Estreito de Ormuz (confirmado por Abbas Araghchi e múltiplas fontes), e Trump anunciou um cessar-fogo de duas semanas com o Irã suspendendo ataques militares, não uma retaliação ou escalada (confirmado pela Casa Branca e Reuters).
Histórico: 1/2 previsões corretas (50%)
Raio-X da edição
Nesta edição, verificamos 76 fatos em 5 histórias. 61% foram confirmados por 3 ou mais fontes independentes. 9 divergências entre fontes foram identificadas e declaradas. A fonte mais citada foi Folha de S.Paulo, presente em 4 histórias.