Câmara aprova em primeiro turno PEC que garante piso constitucional para a assistência social
A PEC 383/17 cria um piso de 1% da receita corrente líquida para o SUAS, sistema que atende dezenas de milhões de famílias , mas o segundo turno ainda está pendente.
A Câmara dos Deputados aprovou na quarta-feira, 8 de abril, em primeiro turno, a PEC 383/17, que obriga a União a destinar pelo menos 1% da receita corrente líquida anualmente à assistência social. É a primeira vez que o setor teria um piso constitucional próprio, nos moldes do que já existe para saúde e educação. O ponto é: o impacto fiscal estimado pela equipe econômica é de R$ 36 bilhões ao longo de quatro anos. A CartaCapital informou 464 votos a favor e 16 contra, mas essa contagem vem de uma única fonte e ainda aguarda confirmação. O texto ainda precisa passar por um segundo turno antes de seguir ao Senado. Segundo o O Globo, esse segundo turno foi adiado por incertezas sobre o impacto fiscal , informação que não cruzamos com outras redações. Três detalhes do texto merecem atenção, mas cada um vem de no máximo duas fontes e ainda aguardam confirmação adicional: segundo a CartaCapital e o Poder360, o piso de 1% só valeria integralmente a partir do quarto ano após a promulgação; segundo a CartaCapital e o Brasil em Folhas, o piso se estenderia também a estados, Distrito Federal e municípios; e, segundo a CartaCapital, a PEC constitucionalizaria o próprio conceito do SUAS, que hoje existe apenas em lei ordinária. O SUAS, que a Folha de S.Paulo aponta atender mais de 30 milhões de famílias no Brasil, passaria a ter proteção constitucional equivalente à da saúde pública. O padrão que emerge: a aprovação em primeiro turno foi ampla, mas o adiamento do segundo turno indica que o debate sobre o custo fiscal ainda não está encerrado.
- Quando o segundo turno está agendado, após o adiamento por incertezas fiscais.
- Qual é o nível atual de gasto federal em assistência social em comparação ao piso de 1% proposto.
- Qual é a posição oficial do Executivo sobre a PEC — o governo apoia ou se opõe?
- Quem são os 16 deputados que votaram contra e quais foram os motivos declarados.
- Quais são os percentuais específicos do período de transição nos anos 1 a 3, antes do 1% pleno.
- Qual é o prazo estimado para apreciação no Senado, caso o segundo turno seja aprovado.
Os fatos centrais — aprovação em primeiro turno, o piso de 1% da receita corrente líquida, o impacto fiscal de R$ 36 bilhões e a necessidade de segundo turno — foram confirmados por múltiplas fontes independentes. A contagem de votos (464 a 16) vem exclusivamente da CartaCapital. Três características do texto (período de transição, extensão a estados e municípios, e constitucionalização do SUAS) vêm de no máximo duas fontes cada e foram sinalizadas como não confirmadas.