Aneel aciona bandeira amarela e encerra quatro meses sem cobrança extra
Conta de luz terá acréscimo de R$ 1,885 a cada 100 kWh em maio, com chuvas abaixo da média na região dos reservatórios
Acabou a sequência de bandeira verde em 2026. A Aneel anunciou na sexta-feira, 24 de abril, que maio virá com bandeira amarela, a primeira cobrança extra do ano depois de quatro meses sem acréscimo na conta. O custo adicional é de R$ 1,885 a cada 100 kWh consumidos, e vale para todos os consumidores conectados ao Sistema Interligado Nacional, ou seja, a maior parte do país. A justificativa é sazonal: a transição do período chuvoso para o seco veio com volume de chuvas abaixo da média na região dos reservatórios, o que pressiona a geração hidrelétrica. Não é um movimento inédito. Pelos registros da própria Aneel, em maio de 2025 a agência também havia acionado a bandeira amarela, pelo mesmo motivo da virada climática. Para estimar quanto isso pesa no bolso, faltou uma peça. O G1 cita consumo médio residencial de 187 kWh em fevereiro, mas não encontramos confirmação independente desse número, então preferimos não fazer a conta de padaria. Olhando adiante, a expectativa é de que voltem a aparecer bandeiras com cobrança adicional no segundo semestre, conforme avaliação publicada pelo Estadão, em razão do período seco. A Terra Investimentos, por sua vez, avaliou que a amarela de maio não muda suas projeções de IPCA para o mês.
- O consumo médio residencial de 187 kWh citado pelo G1 não foi corroborado por outras fontes, então o impacto médio em reais na conta segue indefinido
- Não há informação sobre o nível atual dos reservatórios das hidrelétricas em percentual de armazenamento
- Não há previsão oficial sobre qual cor de bandeira vigorará em junho ou nos meses seguintes
- Não foram detalhados outros fatores (geração térmica, preço no mercado spot) além da redução de chuvas
- Não foram encontrados comentários de especialistas independentes sobre o impacto econômico da mudança
Cinco das oito informações principais são confirmadas por múltiplas fontes, incluindo a Aneel como fonte primária. O dado de consumo médio do G1 é de fonte única e foi tratado com cautela. A projeção para o segundo semestre vem do Estadão e foi apresentada como expectativa, não como certeza.