Governo lança Desenrola 2.0 com FGTS para quitar dívidas
Programa mira cartão, cheque especial e crédito pessoal num país onde quase metade das famílias está endividada
O ministro da Fazenda Dario Durigan confirmou nesta segunda (27/04), após reunião com CEOs dos maiores bancos em São Paulo, que o Desenrola 2.0 sai ainda esta semana. O programa permite usar o FGTS para abater dívidas de cartão, cheque especial e crédito pessoal, com juros menores negociados com os bancos. O endividamento das famílias está em 49,9%, o maior da série histórica do Banco Central. Há um vaivém revelador nos bastidores: o G1 noticiou que o Planalto havia desistido do FGTS por complexidade, e a proposta voltou dias depois. Também divergem os descontos máximos: Metrópoles e Money Times falam em 90%, O Globo e Estadão em 80%. Economistas ouvidos pelo Estadão alertam que o alívio imediato pode abrir espaço para novo ciclo de endividamento.
- ≠ G1 reportou que o Planalto havia desistido do FGTS por complexidade na semana anterior; Folha e CNN Brasil indicam que a proposta foi mantida e Durigan a confirmou
- ≠ Desconto máximo: Metrópoles e Money Times indicam até 90%; O Globo e Estadão, com base em declaração de Durigan em 01/04, registram 80%
- Qual o valor máximo do FGTS que poderá ser sacado para renegociação
- Quais as restrições específicas para o uso do FGTS
- Se o instrumento legal será Medida Provisória ou decreto
- A data exata do anúncio oficial por Lula
- Quantas famílias serão beneficiadas e qual o impacto fiscal
- Quais bancos aderirão e em que condições
- As regras de barreira contra apostas online (bets)
- Se o desconto máximo será de 80% ou 90%
Doze veículos de orientações editoriais distintas (de CartaCapital a Estadão) confirmam o lançamento e o uso do FGTS. As divergências sobre desconto máximo e o vaivém da proposta foram preservadas no corpo.