Copom corta Selic para 14,5% em decisão unânime
Segundo corte seguido veio em linha com o mercado, mas BC evitou sinalizar próximos passos diante de inflação acima do teto
A Selic caiu mais 0,25 ponto e foi a 14,5% ao ano, no segundo corte seguido do Banco Central. A decisão, tomada na reunião de 28 e 29 de abril, foi unânime, ainda que o Copom tenha votado com apenas seis dos nove integrantes (três cadeiras seguem vagas, e o diretor Rodrigo Alves Teixeira faltou por luto). O comunicado evitou sinalizar o próximo passo e reforçou cautela: a inflação projetada para 2026 subiu para 3,9%, ainda acima do teto da meta de 4,5%, com a guerra no Oriente Médio pressionando combustíveis. Mesmo após o corte, o Brasil mantém a segunda maior taxa real de juros do mundo. O mercado projeta Selic em 13% no fim de 2026.
- Quem ocupará as três cadeiras vagas no Copom e quando
- Se o Copom fará pausa no ciclo de cortes diante da inflação acima do teto
As projeções de mercado para o fim do ciclo de cortes (Selic entre 12% e 13% ao final de 2026) são estimativas e variam entre instituições.