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5 histórias · 4 min de leitura
Quinta-feira, 28 de maio de 2026
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História 01

Nunes Marques dá 20 dias para PGR opinar sobre revisão da condenação de Bolsonaro

Defesa alega erro judiciário para tentar reverter os 27 anos e três meses; especialistas veem chance estreita

5 fatos confirmados em 11 fontes

Kassio Nunes Marques, relator do pedido, abriu prazo de 20 dias para a PGR opinar sobre a revisão criminal da condenação de Bolsonaro a 27 anos e três meses pela trama golpista. A defesa alega erro judiciário. O próprio Nunes Marques tem acompanhado a maioria do STF na rejeição de revisões dos condenados pelo 8 de janeiro, e há uma divergência relevante sobre quem julgará: o STF diz que cabe ao Plenário; o Migalhas indicou a 2ª Turma. No fim, recursos como esse pesam mais no debate político do que nas chances reais de reverter a pena.

Onde ir mais fundo
Quantas revisões criminais o STF já aceitou em condenações de alto perfil?
As pesquisas disponíveis não trazem um número consolidado de revisões criminais aceitas pelo STF em casos de alto perfil, e o histórico recente aponta para uma taxa de êxito muito baixa. A revisão criminal é instrumento de hipóteses taxativas no Código de Processo Penal (artigo 621), restrita a erro judiciário comprovado, prova falsa ou prova nova, conforme detalha a jurisprudência sistematizada pelo TJDFT. No caso do Mensalão (AP 470), os condenados em 2012, incluindo José Dirceu, tentaram revisões e pedidos de perdão de pena nos anos seguintes (Agência Brasil, 2016), sem reversão das condenações pelo Plenário. Entre os condenados pelo 8 de janeiro, o próprio Nunes Marques tem acompanhado a maioria da Corte na rejeição das revisões apresentadas. O padrão indica que a revisão da pena de Bolsonaro enfrenta um filtro historicamente restritivo, e o desfecho provável segue a linha já adotada pela Corte nos casos do núcleo golpista.
O prazo de 20 dias para manifestação da PGR começa a correr da intimação; acompanhe a movimentação processual no Portal do STF.
Acompanhe: Portal do STF (acompanhamento processual), PGR (manifestações no caso), ConJur, Migalhas, Agência Brasil
Como o Farol classifica as fontes desta história
7
Esquerda Centro Direita
5 Confirmado 3+ fontes
8 Provável 2 fontes
0 Fonte única não verificado
0 Contestado fontes divergem
Divergências que mudam o cenário
  • ≠ O STF afirma, em nota oficial, que a revisão criminal cabe ao Plenário; o Migalhas indicou que o caso iria à 2ª Turma, integrada por André Mendonça e Nunes Marques
Fatos verificados
🏛 Fonte institucional · 📰 Fonte jornalística
🏛O ministro Kassio Nunes Marques, do STF, é o relator do pedido de revisão criminal da condenação de Jair BolsonaroConfirmadoAgência Brasil, Folha de S.Paulo, G1, STF (noticias.stf.jus.br), Poder360
🏛Em 27 de maio de 2026, Nunes Marques concedeu prazo de 20 dias para a PGR emitir parecer sobre o pedido de revisão criminalConfirmadoAgência Brasil, Folha de S.Paulo, G1, Poder360, Brasil247
🏛Bolsonaro foi condenado a 27 anos e três meses de prisão no caso da trama golpistaConfirmadoAgência Brasil, Folha de S.Paulo, Poder360
🏛A revisão criminal é instrumento processual cabível apenas após o trânsito em julgado da condenação, e seus efeitos não suspendem automaticamente os efeitos da decisão condenatóriaConfirmadoSTF (noticias.stf.jus.br), JOTA (Flávia Maia), Migalhas
📰Taxatividade das hipóteses de revisão criminal: Jurisprudência sistematizada pelo TJDFT confirma que a revisão criminal só é admitida nas hipóteses taxativas do artigo 621 do CPP: sentença contrária a texto de lei, prova falsa ou prova nova.ConfirmadoTJDFT
📰A defesa de Bolsonaro alega que houve 'erro judiciário' no julgamento como fundamento para a revisão criminalProvávelCartaCapital, Migalhas
📰Nunes Marques tem acompanhado a maioria do STF na rejeição de revisões criminais de condenados pelos atos de 8 de janeiro de 2023ProvávelG1, Migalhas
📰O STF recebeu 18 pedidos de revisão criminal relacionados aos condenados pelos atos de 8 de janeiro de 2023, incluindo o de BolsonaroProvávelG1, CNN Brasil
📰O pedido de revisão criminal da defesa de Bolsonaro foi apresentado em 8 de maio de 2026ProvávelG1, ConJur (12/mai/2026)
🏛Bolsonaro foi condenado por cinco crimes, entre eles organização criminosa armada, tentativa de abolição violenta do Estado Democrático de Direito e golpe de EstadoProvávelAgência Brasil, STF (noticias.stf.jus.br)
🏛Conforme o regimento interno do STF, a análise da revisão criminal cabe ao Plenário (segundo nota oficial do STF), a coluna do Migalhas, porém, indicou que caberia à 2ª Turma, integrada por André Mendonça e Nunes MarquesProvávelSTF (noticias.stf.jus.br), Migalhas
📰Especialistas avaliam que a revisão criminal e demais recursos da defesa de Bolsonaro têm margem estreita de êxito, produzindo mais efeito político do que probabilidade real de reverter a condenaçãoProvávelFolha de S.Paulo (análise de especialistas), JOTA (coluna Flávia Maia)
+ 1 fato(s) adicionais com a mesma certeza verificados nos bastidores
O que não conseguimos verificar
  • Quais argumentos específicos de erro judiciário a defesa apresentou
  • Qual será a posição da PGR, sob Paulo Gonet, sobre o pedido
Como verificamos

A maior parte do quadro processual está confirmada por fontes oficiais e grandes redações; a alegação de erro judiciário e a competência exata (Plenário ou 2ª Turma) ainda variam entre fontes.

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História 02

Senacon abre processo contra iFood e Keeta por opacidade de preços

Plataformas têm 20 dias para explicar como compõem o que cobram do consumidor e repassam ao entregador; multa pode chegar a R$ 14 milhões

6 fatos confirmados em 8 fontes

iFood e Keeta vão ter que abrir a conta de como formam seus preços, ou pagar até R$ 14 milhões. A Secretaria Nacional do Consumidor abriu processo administrativo contra as duas plataformas por descumprir norma que obriga os aplicativos a mostrar quanto do valor cobrado vai para entregadores e empresas. O anúncio foi feito por Guilherme Boulos nesta quarta. As empresas terão 20 dias para responder. Não tivemos retorno do iFood nem da Keeta até o fechamento, e ainda não está claro como a Senacon detectou o descumprimento.

Desdobramento
A Keeta respondeu oficialmente ao Correio Braziliense contestando a alegação do governo de descumprimento da norma da Senacon, enquanto Boulos detalhou que houve fiscalizações em 11 empresas do setor antes da abertura do processo.
Correio Braziliense · 27 de maio
Como o Farol classifica as fontes desta história
4
Esquerda Centro Direita
6 Confirmado 3+ fontes
2 Provável 2 fontes
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Fatos verificados
🏛 Fonte institucional · 📰 Fonte jornalística
🏛O governo federal vai abrir processo administrativo sancionador contra as plataformas iFood e Keeta por descumprimento de normas de transparênciaConfirmadoExame, CartaCapital, Agência Brasil, Folha de S.Paulo, G1, +3
🏛As multas podem chegar a R$ 14 milhõesConfirmadoExame, CartaCapital, Agência Brasil, Poder360, Band
🏛O processo é conduzido pela Secretaria Nacional do Consumidor (Senacon), vinculada ao Ministério da Justiça e Segurança PúblicaConfirmadoAgência Brasil, Poder360, Band, Exame
📰As plataformas terão 20 dias para responder à Senacon e demonstrar cumprimento da normaConfirmadoExame, Poder360, Folha de S.Paulo, Correio Braziliense, Band
🏛A norma exige que os aplicativos informem a composição dos preços cobrados dos consumidores e quanto do valor é repassado a entregadores e empresasConfirmadoExame, Agência Brasil, Folha de S.Paulo, G1, Poder360
📰O anúncio foi feito pelo ministro da Secretaria-Geral da Presidência, Guilherme Boulos, em 27 de maio de 2026ConfirmadoG1, Folha de S.Paulo, Correio Braziliense
📰A instauração do processo deve ser publicada no Diário Oficial de quinta-feira (28 de maio de 2026), data a partir da qual começa a contagem dos 20 diasProvávelFolha de S.Paulo, Correio Braziliense
📰A Senacon também poderá acionar judicialmente as plataformas que descumprirem a portariaProvávelExame
O que não conseguimos verificar
  • A resposta oficial do iFood e da Keeta às acusações
  • Como a Senacon constatou o descumprimento da norma
Como verificamos

Fato central confirmado por oito fontes de espectro variado, do governamental Agência Brasil ao Exame e CartaCapital. A publicação no Diário Oficial em 28 de maio é classificada como provável, reportada por Folha e Correio Braziliense.

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História 03

STF obriga shoppings a custear espaços de amamentação para lojistas

Decisão unânime reverte entendimento de 2025 e dá um ano de prazo para adaptação

6 fatos confirmados em 8 fontes

A conta das salas de amamentação nos shoppings agora é da administração do centro comercial, não das lojas. O Plenário do STF decidiu por unanimidade, em 27 de maio, que cabe ao shopping instalar e custear esses espaços para funcionárias lactantes das lojas. O fundamento é a proteção à maternidade aplicada ao artigo 389 da CLT, que exige a estrutura em empresas com mais de 30 mulheres, piso raramente atingido por uma loja isolada, mas alcançado quando somadas no empreendimento. A decisão reverte entendimento do próprio STF de fevereiro de 2025, e os shoppings devem ter até um ano para se adaptar.

Precedente · 2020
Em 2020, a 2ª Turma do STF decidiu em sentido oposto no tema das creches, entendendo que shopping centers não eram obrigados a manter creches para filhos de funcionárias das lojas, sob o argumento de que não se pode criar obrigação não prevista em lei. O precedente mostra a virada de entendimento da Corte sobre a responsabilidade dos shoppings em relação às empregadas das lojas locatárias.
Como o Farol classifica as fontes desta história
6
Esquerda Centro Direita
6 Confirmado 3+ fontes
3 Provável 2 fontes
1 Fonte única não verificado
0 Contestado fontes divergem
Fatos verificados
🏛 Fonte institucional · 📰 Fonte jornalística
🏛O Plenário do STF decidiu que shoppings centers devem custear e manter espaços de amamentação para funcionárias lactantes das lojas.ConfirmadoCartaCapital, Consultor Jurídico, Agência Brasil, Jota, STF (noticias.stf.jus.br), +2
🏛A decisão foi tomada por unanimidade.ConfirmadoConsultor Jurídico, Agência Brasil, STF (noticias.stf.jus.br), Migalhas
🏛A decisão se baseia no parágrafo 1º do artigo 389 da CLT, que obriga empresas com mais de 30 mulheres a terem locais para amamentação.ConfirmadoConsultor Jurídico, Agência Brasil, Migalhas, STF (noticias.stf.jus.br)
🏛O julgamento ocorreu em 27 de maio de 2026.ConfirmadoAgência Brasil, Jota, STF (noticias.stf.jus.br), O Globo, Consultor Jurídico
🏛O julgamento decidiu embargos de divergência sobre se a responsabilidade pela instalação dos espaços recai sobre os lojistas ou sobre a administração do empreendimento, prevaleceu o entendimento de que cabe ao shopping (administração do centro comercial).ConfirmadoMigalhas, Consultor Jurídico, STF (noticias.stf.jus.br)
🏛O fundamento principal foi a proteção à maternidade e à infância como princípios que devem orientar a interpretação da CLT.ConfirmadoSTF (noticias.stf.jus.br), Agência Brasil, Consultor Jurídico
📰Os shoppings terão prazo de até um ano para se adaptar à decisão.ProvávelCartaCapital, Jota
🏛A decisão vale para todos os centros comerciais do país (efeito vinculante por se tratar de julgamento do Plenário).ProvávelJota, STF (noticias.stf.jus.br)
📰A decisão de 27/05/2026 reverte entendimento anterior do STF (fevereiro de 2025), que havia decidido que shoppings não eram obrigados a manter creche/espaço de amamentação por não serem empregadores diretos das funcionárias das lojas.ProvávelConsultor Jurídico (matéria de 25/02/2025), ARE 1499584 PB (Partage Shopping Campina Grande/Abrasce)
O que não conseguimos verificar
  • Como será fiscalizado o cumprimento e quais penalidades se aplicam após o prazo de um ano.
  • Se houve modulação de efeitos da decisão.
Como verificamos

O prazo de um ano aparece em CartaCapital e Jota, mas não foi confirmado pela nota oficial do STF que consultamos. A reação da Abrasce vem de uma única fonte (CNN Brasil).

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História 04

Flávio Bolsonaro vê Trump no Salão Oval, mas Casa Branca não divulga foto

Pré-candidato pediu que PCC e CV sejam classificados como terroristas; Trump elogiou 'dinamismo' de Lula no encontro

5 fatos confirmados em 9 fontes

O encontro entre Flávio Bolsonaro e Trump no Salão Oval terminou sem foto oficial da Casa Branca, o que destoa do tratamento dado a outros candidatos estrangeiros recebidos por Trump. No dia seguinte, Flávio voltou a Washington para conversar com JD Vance e Marco Rubio. Nas reuniões, pediu que PCC e Comando Vermelho sejam classificados como organizações terroristas pelos EUA. Segundo Flávio e Paulo Figueiredo, Trump elogiou o 'dinamismo' de Lula, versão que contrasta com o relato de que a reunião foi 'breve, principalmente para uma foto'. Governistas pretendem usar o silêncio americano como argumento de soberania na campanha de 2026.

Precedente · 2019
Em março de 2019, Trump recebeu Jair Bolsonaro na Casa Branca em sua primeira visita oficial, com coletiva de imprensa conjunta no Rose Garden e ampla divulgação pública, contrastando com a discrição em torno do encontro atual com Flávio Bolsonaro.
Como o Farol classifica as fontes desta história
4
Esquerda Centro Direita
5 Confirmado 3+ fontes
5 Provável 2 fontes
1 Fonte única não verificado
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Divergências que mudam o cenário
  • ≠ Aliados de Flávio descrevem o encontro como substantivo e elogioso a Lula; reportagens apontam que foi breve, sem divulgação pela Casa Branca e centrado na foto.
Fatos verificados
🏛 Fonte institucional · 📰 Fonte jornalística
📰Senator Flávio Bolsonaro (PL-RJ), a pre-candidate for the Brazilian presidency, met with US President Donald Trump at the White House Oval Office on Tuesday, May 26, 2026.ConfirmadoFolha de S.Paulo, G1, BBC Brasil, Money Times, Público (Portugal), +1
📰On Wednesday, May 27, 2026, Flávio Bolsonaro returned to Washington and met with US Vice President JD Vance and Secretary of State Marco Rubio.ConfirmadoFolha de S.Paulo, G1, Money Times
📰During the meeting with Flávio Bolsonaro, Trump made complimentary remarks about Brazilian President Lula (PT), reportedly citing his 'dinamismo' (dynamism).ConfirmadoFolha de S.Paulo, G1, BBC Brasil
📰Bolsonarist journalist/businessman Paulo Figueiredo participated in the meeting between Flávio Bolsonaro and Trump (alongside Eduardo Bolsonaro) and confirmed Trump's praise of Lula.ConfirmadoFolha de S.Paulo, Diário do Poder, R7, Público (Portugal)
📰During the meetings, Flávio Bolsonaro requested that Brazilian criminal factions (PCC and Comando Vermelho) be classified as terrorist organizations by the United States.ConfirmadoG1, Gazeta do Povo, Folha de S.Paulo, Deutsche Welle Brasil
📰Neither the White House nor Trump posted photos or public statements about the meeting with Flávio Bolsonaro, which is atypical compared to Trump's meetings with presidential candidates from other countries. The Brazilian government interprets this as US caution to avoid friction with Lula.ProvávelFolha de S.Paulo, G1 (notes meeting was 'breve, principalmente para uma foto' divulged only by Flávio's committee)
📰Allies of President Lula (PT/governistas) plan to use the Flávio-Trump meeting to reinforce a national sovereignty narrative ahead of the election, including by contrasting Trump's reception of Lula earlier in the month with the lower-profile reception given to Flávio.ProvávelFolha de S.Paulo (governistas-querem-usar-encontro), Folha de S.Paulo (Petistas citam soberania)
📰Allies and adversaries assess that Flávio Bolsonaro's Washington trip aims to shift focus from the crisis involving his relationship with banker Daniel Vorcaro (Banco Master), revealed by Intercept Brasil regarding a R$ 134 million negotiation for the 'Dark Horse' film about Jair Bolsonaro.ProvávelG1, Folha de S.Paulo, BBC Brasil, Diário de Maringá
📰The trip to Washington was articulated by Eduardo Bolsonaro with ideological allies of Trump; members of the delegation said documents were handed to White House aides during the brief meeting.ProvávelG1, Público (Portugal)
📰Brazilianist Brian Winter assessed in BBC Brasil reporting on the broader Brazil-US crisis that 'it will get worse before it gets better,' referring to the diplomatic tensions following 50% US tariffs on Brazilian products and visa revocations for STF ministers and PGR Paulo Gonet, context for Flávio's Washington outreach.ProvávelBrian Winter (brasilianista, via BBC News Brasil)
O que não conseguimos verificar
  • Se o governo americano vai atender ao pedido de classificar PCC e CV como organizações terroristas
  • Quais compromissos concretos, se houve algum, foram firmados por Vance e Rubio
Como verificamos

A leitura sobre o motivo do silêncio da Casa Branca vem de interpretação do governo brasileiro relatada pela Folha e pelo G1, não de comunicação oficial americana.

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História 05

EUA atacam alvos militares no Irã pela segunda vez em três dias

CENTCOM fala em autodefesa e drones interceptados; Teerã diz que houve mortos e abateu aeronave americana

7 fatos confirmados em 9 fontes

Em plena trégua, os EUA bombardearam alvos militares iranianos pela segunda vez em três dias. O CENTCOM diz que foi autodefesa: interceptou drones iranianos e atingiu uma estação de controle em Bandar Abbas e embarcações no Estreito de Ormuz, sem mencionar baixas. A versão iraniana, reportada pelo Opera Mundi, é outra: quatro marinheiros mortos e um drone e uma aeronave americana abatidos. O cessar-fogo que deveria encerrar uma guerra de três meses esbarra justamente nisso, na ausência completa de confiança entre os dois lados.

Precedente · 2024
Em janeiro de 2024, os EUA realizaram ataques aéreos no Iraque contra instalações usadas por milícias apoiadas pelo Irã, em resposta a ataques repetidos contra tropas americanas, episódio também enquadrado pelo CENTCOM como ação de autodefesa.
Como o Farol classifica as fontes desta história
Esquerda Centro Direita
7 Confirmado 3+ fontes
3 Provável 2 fontes
0 Fonte única não verificado
0 Contestado fontes divergem
Divergências que mudam o cenário
  • ≠ CENTCOM afirma ter interceptado drones em autodefesa, sem mencionar baixas. Fontes iranianas, via Opera Mundi, dizem que quatro marinheiros morreram e que o Irã abateu drones e uma aeronave americana.
Fatos verificados
🏛 Fonte institucional · 📰 Fonte jornalística
📰EUA realizaram ataques contra instalações militares do Irã pela segunda vez em três diasConfirmadoInfoMoney, Revista Oeste, CNN Brasil, New York Times, BBC, +2
📰Autoridade americana (CENTCOM, porta-voz Capt. Tim Hawkins) descreveu os ataques como ações de 'autodefesa' para proteger as tropas americanasConfirmadoRevista Oeste, CNN Brasil, New York Times, NY Post, Jerusalem Post
📰Forças do Comando Central dos EUA derrubaram/interceptaram drones iranianos de ataque unidirecionalConfirmadoRevista Oeste, New York Times, Estadão (via Reuters), NY Post
📰Os EUA atingiram alvos no sul do Irã, incluindo instalações em Bandar Abbas (estação de controle de drones / base de mísseis) e embarcações no Estreito de OrmuzConfirmadoRevista Oeste, New York Times, Opera Mundi, NY Post, Jerusalem Post
📰Os ataques ocorrem em meio a um cessar-fogo frágil entre EUA e Irã, com negociações em andamento para encerrar uma guerra de três mesesConfirmadoNew York Times, BBC, Estadão, Opera Mundi
📰CENTCOM justificou os ataques apontando ameaças às forças americanas e ao tráfego comercial no Estreito de OrmuzConfirmadoCNN Brasil, NY Post, Jerusalem Post, Estadão
📰Novas explosões foram ouvidas perto do Estreito de Ormuz e defesas antiaéreas iranianas foram ativadasConfirmadoInfoMoney, Estadão (via Reuters), Tribuna do Sertão
📰Segundo o Opera Mundi, quatro marinheiros iranianos foram mortos e forças iranianas afirmam ter abatido drones e uma aeronave americanaProvávelOpera Mundi
📰Analistas avaliam que a guerra contra o Irã consolidou nova estratégia israelense mais proativa no redesenho do Oriente MédioProvávelAnalistas via Estadão
📰Maior obstáculo nas negociações de cessar-fogo é a ausência total de confiança entre EUA e Irã, segundo análise da BBCProvávelBBC News Brasil
O que não conseguimos verificar
  • O número real de vítimas dos dois lados
  • Se o Irã prepara retaliação adicional
Como verificamos

A versão iraniana sobre mortes e abate de aeronave vem apenas do Opera Mundi, citando fontes iranianas. A versão americana vem do CENTCOM e foi reproduzida por múltiplas redações ocidentais. Cada lado tem incentivo claro para sua narrativa.

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Previsão do Farol
Previsão (de 19/5): ? Inconclusiva
“O Ibovespa fechará acima de 137.500 pontos na quinta-feira, 22 de maio de 2026.”
Não foi possível verificar dentro do prazo de tolerância.
Histórico: 2 acertos · 4 erros · 5 expiradas (33%)
Previsão para os próximos dias
O dólar fechará acima de R$ 5,68 na quarta-feira, 28 de maio de 2026.
Baseada nos fatos confirmados desta edição. Verificamos as previsões na edição seguinte.