FAROL.
5 histórias · 4 min de leitura
Quarta-feira, 22 de julho de 2026
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Da redação

O tarifaço de 25% dos EUA entrou em vigor e o governo respondeu no mesmo dia: R$ 18,5 bilhões em crédito para exportadores atingidos, com detalhes de juros e elegibilidade ainda no escuro. No front externo, Trump promete destruir uma ponte ou usina iraniana a cada ataque em Ormuz, e Zelensky demite o comandante do Exército sob pressão das ruas. Em Brasília, Flávio Bolsonaro cita a Smartmatic a embaixadores de 40 países, reeditando o enredo que condenou o pai. E o comércio volta a depender do sindicato para abrir em feriados. Boa leitura.

Esta nota é redigida por inteligência artificial.
História 01

Governo lança pacote de R$ 18,5 bilhões contra tarifaço de Trump

Plano Brasil Soberano 3 estende crédito subsidiado a agricultura, pesca e cooperativas no dia em que sobretaxa de 25% entra em vigor

9 fatos confirmados em 11 fontes

O governo respondeu à tarifa adicional de 25% dos EUA no mesmo dia em que ela passou a valer. Lula anunciou o Plano Brasil Soberano 3 no Planalto, com R$ 18,5 bilhões em crédito para empresas afetadas, sendo R$ 13,5 bilhões do Tesouro e o restante do BNDES. A nova etapa inclui agricultura, pecuária, pesca, cooperativas e fertilizantes, e traz seguro garantia e devolução de impostos via Reintegra ampliado. Não conseguimos confirmar as taxas de juros nem os critérios de elegibilidade, o que dificulta medir quem de fato chega ao dinheiro.

Desdobramento
O BNDES solicitou ao Ministério da Fazenda a liberação de mais R$ 7,25 bilhões para o Fundo de Garantia à Exportação (FGE), com o objetivo de atender R$ 18,2 bilhões em projetos já protocolados dentro do Plano Brasil Soberano.
Como o Farol classifica as fontes desta história
4
4
Esquerda Centro Direita
9 Confirmado 3+ fontes
0 Provável 2 fontes
0 Fonte única não verificado
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Fatos verificados
● Fonte institucional · ○ Fonte jornalística
O governo federal anunciou em 22 de julho o Plano Brasil Soberano 3, com R$ 18,5 bilhões em linhas de financiamento para empresas afetadas pelo tarifaço dos EUAConfirmadoMoney Times, Exame, CartaCapital, Congresso Em Foco, CNN Brasil, +4
Do total anunciado, R$ 13,5 bilhões virão do Tesouro Nacional, complementados por recursos do BNDESConfirmadoMoney Times, Exame, Acesse Política, Brasil de Fato
O anúncio foi feito pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva em cerimônia no Palácio do PlanaltoConfirmadoCongresso Em Foco, Folha de S.Paulo, G1, Agência Brasil, Brasil de Fato
A cerimônia incluiu a sanção do projeto de conversão de medida provisória (MP 1.309/2025) ligada ao programa Brasil SoberanoConfirmadoCongresso Em Foco, CNN Brasil, Senado Federal (legis.senado.leg.br)
O plano prevê linhas de crédito com juros subsidiados para exportadores e setores estratégicos, incluindo capital de giro, investimentos e abertura de mercadosConfirmadoCartaCapital, Agência Brasil, CNN Brasil, Ministério da Agricultura (gov.br)
A nova etapa amplia o alcance do programa e passa a incluir agricultura, pecuária, pesca, cooperativas e o setor de fertilizantes entre os beneficiáriosConfirmadoCNN Brasil, CNN Brasil Agro, Ministério da Agricultura (gov.br)
O anúncio coincidiu com a entrada em vigor da tarifa adicional de 25% aplicada pelos EUA a produtos brasileiros no governo TrumpConfirmadoAgência Brasil, G1, Brasil de Fato, Estadão, Acesse Política
As medidas previstas incluem seguro garantia e devolução de impostos via ampliação do programa Reintegra, além das linhas de financiamentoConfirmadoCNN Brasil, InvestTalk BB, JOTA, Governo de Sergipe (Resumo Executivo Plano Brasil Soberano)
Documento oficial do Plano Brasil Soberano indica investimento total mobilizado de R$ 39,5 bilhões nas etapas anteriores, com R$ 30 bilhões em linha de crédito via Fundo Garantidor de Exportações, R$ 4,5 bilhões em aportes em fundos garantidores (FGCE, FGI, FGO) e R$ 5 bilhões de impacto do Reintegra ampliadoConfirmadoResumo Executivo Plano Brasil Soberano (desenvolve.se.gov.br), Legisweb
O que não conseguimos verificar
  • Quais taxas de juros específicas serão aplicadas às linhas subsidiadas
  • Quais critérios de elegibilidade e prazo de vigência definirão as empresas beneficiadas
Como verificamos

Os nove fatos centrais aparecem em múltiplas fontes de todo o espectro, de Brasil de Fato a Money Times, o que dá segurança sobre valores e escopo. Faltam ainda detalhes operacionais (juros, elegibilidade, instituições operadoras além do BNDES) e não encontramos análise crítica de economistas independentes de FGV, IPEA ou USP até o fechamento.

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História 02

Comércio só poderá abrir em feriados com aval de sindicato

Portaria do Ministério do Trabalho exige convenção coletiva e libera apenas 15 setores essenciais da nova regra

5 fatos confirmados em 7 fontes

Abrir a loja no feriado agora depende do sindicato. O Ministério do Trabalho publica nesta quarta (22/7) a Portaria 1.316/2026, com validade imediata, que passa a exigir convenção coletiva para autorizar o funcionamento do comércio em feriados. Só 15 segmentos considerados essenciais escapam da regra e mantêm autorização permanente. A Folha aponta que a mudança encerra três anos de negociação entre governo e setor, mas não encontramos confirmação independente desse histórico. A medida devolve aos sindicatos um poder de barganha que o varejo havia perdido na prática.

Desdobramento
Após o término do prazo de prorrogação de 90 dias concedido pelo MTE, a portaria entrou plenamente em vigor nesta segunda-feira (1º), passando a exigir convenção coletiva para abertura do comércio em feriados em 12 setores específicos, de um total de 122 atividades que antes tinham autorização permanente.
CNN Brasil · 1º de dezembro
Como o Farol classifica as fontes desta história
4
Esquerda Centro Direita
5 Confirmado 3+ fontes
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1 Fonte única não verificado
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Fatos verificados
● Fonte institucional · ○ Fonte jornalística
O Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) publicou a Portaria nº 1.316/2026, que regulamenta o trabalho no comércio durante feriados.ConfirmadoBBC Brasil, Congresso Em Foco, Jota, G1, MTE (gov.br), +2
Pela nova regra, a abertura do comércio em geral em feriados passará a depender de autorização prevista em convenção coletiva de trabalho negociada com sindicatos.ConfirmadoBBC Brasil, Congresso Em Foco, Jota, G1, MTE (gov.br), +2
Apenas 15 segmentos terão autorização permanente para abrir em feriados sem necessidade de convenção coletiva, considerados essenciais ou já contemplados por autorização permanente.ConfirmadoJota, Folha de S.Paulo, MTE (gov.br), Migalhas
As novas regras foram anunciadas na terça-feira (21/7) pelo Ministério do Trabalho e Emprego.ConfirmadoG1, Folha de S.Paulo, Migalhas, MTE (gov.br)
A portaria com as novas regras seria publicada pelo governo federal na quarta-feira (22/7), com validade imediata.ConfirmadoBBC Brasil, Folha de S.Paulo, MTE (gov.br)
O que não conseguimos verificar
  • Quais são exatamente os 15 segmentos com autorização permanente para abrir em feriados
  • Como ficam farmácias, supermercados e postos de gasolina especificamente
Como verificamos

O histórico de três anos de negociação vem apenas da Folha e ainda não foi confirmado por outras fontes. Detalhes operacionais, como a lista completa dos 15 segmentos e as penalidades por descumprimento, ainda não foram publicados.

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História 03

Zelensky troca comandante do Exército ucraniano após protestos

General Oleksandr Syrskyi cai sob pressão das ruas; posto vai para o major-general Mykhailo Drapatyi, de 43 anos

5 fatos confirmados em 13 fontes

Zelensky cedeu à pressão das ruas e demitiu o general Oleksandr Syrskyi do comando das Forças Armadas ucranianas, após dias de protestos em Kiev e outras cidades. No lugar entra o major-general Mykhailo Drapatyi, de 43 anos, até então à frente das Forças Conjuntas. Syrskyi comandou momentos decisivos, como a defesa de Kiev e a ofensiva de Kharkiv, mas acumulou críticas por um estilo centralizado, de matriz soviética, e alta taxa de baixas. A troca é a primeira contestação interna significativa a Zelensky desde o início da invasão russa, num momento em que a Rússia intensifica bombardeios.

Precedente · fevereiro de 2024
Em fevereiro de 2024, Zelensky demitiu o general Valerii Zaluzhny e nomeou Oleksandr Syrskyi como comandante-chefe das Forças Armadas, no primeiro grande remanejamento militar desde o início da invasão russa. O precedente ilumina o padrão recorrente de substituições no alto comando ucraniano em meio a tensões entre autonomia militar e controle político.
Como o Farol classifica as fontes desta história
5
Esquerda Centro Direita
5 Confirmado 3+ fontes
4 Provável 2 fontes
0 Fonte única não verificado
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Divergências que mudam o cenário
  • ≠ A leitura da crise diverge: parte da cobertura enfatiza a pressão popular pelas ruas como motor da demissão, enquanto outras fontes destacam o conflito interno entre Syrskyi e o ex-ministro Mykhailo Fedorov, defensor da guerra de drones, como origem da queda
Fatos verificados
● Fonte institucional · ○ Fonte jornalística
Volodymyr Zelensky substituiu o comandante-chefe das Forças Armadas da Ucrânia, demitindo o general Oleksandr Syrskyi.ConfirmadoBBC Brasil, Al Jazeera, NYT, France 24, El País, +3
O novo comandante-chefe é o major-general Mykhailo Drapatyi, de 43 anos, até então comandante das Forças Conjuntas da Ucrânia.ConfirmadoBBC Brasil, NYT, France 24, El País, Meduza, +2
Syrskyi comandou batalhas cruciais, como a defesa de Kiev e a ofensiva de Kharkiv, e supervisionou a expansão da guerra com drones contra a Rússia, mas enfrentava crescente insatisfação de parte da população ucraniana, com acusações de cultura de comando centralizada e alta taxa de baixas.ConfirmadoNYT, LIGA.net, WTOP (AP), BBC
Zelensky cedeu à pressão das ruas ao substituir Syrskyi pelo popular Drapatyi, após dias de protestos em Kiev e outras cidades da Ucrânia exigindo a demissão do comandante.ConfirmadoFrance 24, CNN, NPR, AP via PBS NewsHour, CNBC, +1
Segundo o El País, Drapatyi representa uma renovação frente à visão considerada soviética do conflito atribuída a Syrskyi, leitura corroborada por análise do Chatham House, que descreve o estilo de Syrskyi como abordagem centralizada, ao estilo soviético, priorizando artilharia e infantaria.ConfirmadoEl País, Chatham House, CNN
Drapatyi se torna o terceiro comandante-chefe da Ucrânia desde o início da invasão russa em larga escala, em fevereiro de 2022.ProvávelBBC Brasil, Kyiv Post
Segundo o NYT, Drapatyi enfrenta o desafio de equilibrar a independência defendida por reformadores militares e a acomodação de influência política sobre a estratégia no campo de batalha.ProvávelNYT, Chatham House
Diversos generais ucranianos e russos foram demitidos ao longo da guerra na Ucrânia.ProvávelAl Jazeera, NYT
A crise que precedeu a demissão de Syrskyi foi desencadeada pela remoção do popular ministro da Defesa (ex-ministro da Transformação Digital) Mykhailo Fedorov, defensor da guerra de drones, que acusou Syrskyi publicamente de bloquear reformas militares.ProvávelCNBC, WTOP (AP)
O que não conseguimos verificar
  • Qual será o novo cargo ou destino de Syrskyi após a demissão
  • Quais mudanças concretas de estratégia militar Drapatyi pretende implementar
Como verificamos

A caracterização do estilo de Syrskyi como 'soviético' vem de análises do Chatham House e do El País, e não é uma avaliação de Farol. A conexão entre a queda do ministro Fedorov e a crise que derrubou Syrskyi é apontada por AP e CNBC, mas ainda não foi confirmada por outras fontes de forma independente.

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História 04

Trump promete destruir ponte ou usina no Irã a cada ataque em Ormuz

Teerã responde com ameaça de 'olho por olho' e de apagões em países que hospedam tropas americanas

3 fatos confirmados em 12 fontes

Trump prometeu destruir uma ponte ou uma central elétrica iraniana a cada ataque a navios no Estreito de Ormuz, sinalizando que alvos podem incluir a região de Teerã. O Irã reagiu com ameaça de resposta 'poderosa e decisiva', prometendo apagões em países que hospedam tropas americanas e novo bloqueio ao petróleo no Golfo. Na prática, o conflito já custou cerca de US$ 37,5 bilhões aos EUA, segundo o próprio governo Trump, e o fluxo por Ormuz, rota de parcela crítica do petróleo mundial, vem encolhendo há meses.

Desdobramento
Segundo a NPR, novos ataques aéreos dos EUA contra o Irã provocaram retaliações iranianas contra infraestrutura militar americana no Bahrein, Kuwait e Catar, encerrando na prática o cessar-fogo anterior e colocando os países do Golfo em alerta máximo.
NPR · 2026-07-09
Como o Farol classifica as fontes desta história
10
Esquerda Centro Direita
3 Confirmado 3+ fontes
8 Provável 2 fontes
1 Fonte única não verificado
0 Contestado fontes divergem
Divergências que mudam o cenário
  • ≠ AP e Egypt Today situam a interceptação de mísseis iranianos pela Jordânia na segunda-feira (13/07); The Guardian aponta quarta-feira.
Fatos verificados
● Fonte institucional · ○ Fonte jornalística
O presidente dos EUA, Donald Trump, ameaçou destruir uma ponte ou uma central elétrica no Irã a cada ataque iraniano contra navios no Estreito de Ormuz.ConfirmadoCartaCapital, BBC Brasil, Al Jazeera, The New York Times, The Guardian, +5
O Exército da Jordânia informou ter interceptado quatro mísseis iranianos em sua defesa aérea em julho de 2026.ConfirmadoThe Guardian, Associated Press (via ABC News), Egypt Today, Yeni Şafak
A guerra entre EUA e Irã já custou aproximadamente US$ 37,5 bilhões aos Estados Unidos, segundo o secretário de Guerra americano, cifra que subiu cerca de US$ 8,5 bilhões desde a projeção anterior divulgada em maio.ConfirmadoCartaCapital, CBN (Globo), DW (via iG Último Segundo), RFI (via UOL)
Trump indicou que os alvos poderiam incluir infraestrutura na capital iraniana, Teerã, ou em seus arredores.ProvávelThe New York Times, RTP
Autoridades iranianas advertiram que responderiam a ataques dos EUA provocando apagões em países que hospedam tropas americanas.ProvávelAl Jazeera, CNBC
As Forças Armadas do Irã afirmaram, segundo a TV estatal, que interromperiam o fluxo de petróleo no Golfo e atacariam infraestrutura regional caso os EUA cumpram as ameaças.ProvávelThe Guardian, TIME
O chanceler iraniano Abbas Araghchi declarou que qualquer ataque dos EUA obrigaria a uma 'resposta poderosa e decisiva'.ProvávelDW, Reuters, RBC Ukraine
O Irã advertiu que aplicaria uma resposta de 'olho por olho' caso os EUA executem as ameaças de Trump.ProvávelThe Guardian, CNBC
Os houthis, aliados do Irã no Iêmen, concluíram preparativos para atacar navios no acesso sul do Mar Vermelho (estreito de Bab el-Mandeb), com potencial de bloquear exportações de petróleo saudita.ProvávelEl País, CNBC (citando Joint Maritime Information Center da Marinha dos EUA)
O fluxo de navios pelo Estreito de Ormuz tem diminuído nos últimos meses, tanto por restrições impostas pelo Irã quanto por ações militares, no contexto de um cessar-fogo anterior que Trump esperava encerrar o controle iraniano sobre a passagem.ProvávelEstadão, El País
Dado primário usd_brl: 5.0638 (22/07/2026), Banco Central do BrasilProvávelBanco Central do Brasil
O que não conseguimos verificar
  • Se o Irã já executou ataques concretos a navios em Ormuz nesta rodada de escalonamento
  • Qual seria o gatilho ou cronograma específico para a retaliação americana
Como verificamos

As ameaças de retaliação iraniana (apagões, bloqueio do Golfo, resposta 'olho por olho') estão classificadas como prováveis, cada uma reportada por duas fontes. Uma proposta iraniana de paz mencionada pelo Estadão não bateu com outras redações e ficou de fora do texto. Há divergência entre AP e Guardian sobre o dia da interceptação de mísseis iranianos pela Jordânia.

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História 05

Flávio Bolsonaro cita Smartmatic a embaixadores e PT ameaça ir à Justiça

Pré-candidato associou urnas brasileiras à empresa venezuelana em reunião com diplomatas de 40 países; TSE já desmentiu a conexão

7 fatos confirmados em 11 fontes

Em reunião com embaixadores de mais de 40 países em Brasília, Flávio Bolsonaro citou a venezuelana Smartmatic ao falar do sistema eleitoral brasileiro e invocou supostos documentos da CIA sobre fraudes na Venezuela. O TSE já desmentiu essa conexão: a urna brasileira é concebida e gerida pela própria Justiça Eleitoral. Diante da repercussão, o senador divulgou nota negando ter questionado a integridade do sistema, enquanto o PT, pela voz de Edinho Silva, avalia acionar a Justiça. O ponto é que o episódio reabre, a um ano da eleição, o mesmo enredo que levou o pai do senador à condenação por trama golpista.

Precedente · 2022
Em julho de 2022, Jair Bolsonaro reuniu embaixadores estrangeiros no Palácio da Alvorada para atacar as urnas eletrônicas sem provas, episódio que resultou em sua condenação pelo TSE por abuso de poder político em junho de 2023, tornando-o inelegível até 2030.
Onde ir mais fundo
O TSE já puniu políticos por atacar as urnas junto a diplomatas estrangeiros?
Há um precedente direto e ele é severo: em junho de 2023, o TSE tornou Jair Bolsonaro inelegível por oito anos exatamente pela reunião de 18 de julho de 2022, quando convocou embaixadores estrangeiros ao Palácio da Alvorada para atacar as urnas eletrônicas. Por 5 votos a 2, a Corte entendeu que o episódio configurou abuso de poder político e uso indevido dos meios de comunicação, com base no art. 22 da LC 64/90 (ConJur, junho de 2023; Migalhas, 2023). O caso consolidou o entendimento, já discutido pela Justiça Eleitoral, de que atacar o sistema de votação diante de plateia diplomática produz efeito material sobre a normalidade do pleito, não apenas retórico (Revista Justiça Eleitoral em Debate, TRE-RJ, 2025). Em 2022, entidades jurídicas já haviam saído em defesa do TSE contra a linha argumentativa hoje repetida por Flávio Bolsonaro (ConJur, julho de 2022). O precedente delimita o risco eleitoral concreto para o senador caso o PT protocole a representação anunciada.
Acompanhe a eventual protocolização de representação do PT no TSE nos próximos dias e sua distribuição a ministro relator no Portal do TSE.
Acompanhe: Portal do TSE (notícias e distribuição de representações), ConJur, Migalhas, Revista Justiça Eleitoral em Debate (TRE-RJ), Assessoria de imprensa do PT e do Senado
Como o Farol classifica as fontes desta história
4
4
Esquerda Centro Direita
7 Confirmado 3+ fontes
6 Provável 2 fontes
1 Fonte única não verificado
0 Contestado fontes divergem
Divergências que mudam o cenário
  • ≠ Segundo Folha, G1, Exame, Valor e O Globo, Flávio atacou as urnas com acusações já desmentidas; em nota da assessoria (CNN Brasil, O Globo), o senador nega ter questionado a integridade do sistema e diz ter defendido apenas observadores internacionais.
  • ≠ Flávio afirma, com base em supostos documentos da CIA, que o Brasil usaria tecnologia da Smartmatic; o TSE afirma que a empresa não fornece urnas nem software e que todo o projeto é da Justiça Eleitoral.
Fatos verificados
● Fonte institucional · ○ Fonte jornalística
O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), pré-candidato à Presidência, fez declarações sobre as urnas eletrônicas em reunião com embaixadores de mais de 40 países em Brasília na terça-feira (21), em evento promovido pelo portal The Brazilian Report.ConfirmadoFolha de S.Paulo, Exame, BBC Brasil, CNN Brasil, G1, +2
Flávio Bolsonaro citou a empresa venezuelana Smartmatic ao falar sobre o sistema eleitoral brasileiro no encontro com diplomatas, associando-a às urnas eletrônicas usadas no Brasil.ConfirmadoExame, BBC Brasil, Folha de S.Paulo, Valor Econômico, O Globo
O TSE desmentiu a informação de que o Brasil utiliza urnas eletrônicas da empresa venezuelana Smartmatic; segundo o tribunal, toda a urna eletrônica brasileira é concebida e gerida pela Justiça Eleitoral.ConfirmadoExame, BBC Brasil, G1, Brasil de Fato
O presidente do PT, Edinho Silva, afirmou que o partido avalia acionar a Justiça contra Flávio Bolsonaro por causa da fala sobre as urnas.ConfirmadoFolha de S.Paulo, Exame, UOL, Agência Estado (via UOL)
Jair Bolsonaro, pai de Flávio, foi condenado pela Primeira Turma do STF em setembro de 2025 a 27 anos e 3 meses de prisão por trama golpista, e passou a cumprir pena após o encerramento da ação em novembro de 2025.ConfirmadoG1, Deutsche Welle Brasil, Brasil de Fato, Terra
No mesmo discurso, Flávio Bolsonaro pediu aos embaixadores que seus países enviem 'a maior quantidade de observadores possível' para acompanhar as eleições brasileiras de outubro.ConfirmadoValor Econômico, Revista Fórum, Brasil de Fato, O Globo
Abuso de poder por fake news no entendimento do TSE (2025): Artigo da Revista Justiça Eleitoral em Debate (TRE-RJ) sistematiza o entendimento do TSE sobre formas atípicas de abuso de poder, incluindo a disseminação de desinformação eleitoral.ConfirmadoRevista Justiça Eleitoral em Debate (TRE-RJ)
Edinho Silva comparou Flávio Bolsonaro ao pai, Jair Bolsonaro, dizendo que o senador 'tem a mesma cultura golpista' e que repete a estratégia de 2022 ao questionar as urnas.ProvávelFolha de S.Paulo, UOL, Agência Estado (via UOL)
Após a repercussão, Flávio Bolsonaro divulgou nota, por meio de sua assessoria, negando ter questionado a integridade das urnas eletrônicas ou o sistema eleitoral brasileiro, e defendendo a presença de observadores internacionais como reforço à transparência.ProvávelCNN Brasil, O Globo
Flávio Bolsonaro citou supostos documentos da CIA sobre fraudes na Venezuela para sustentar a associação entre a Smartmatic e o sistema eleitoral brasileiro.ProvávelRevista Fórum, O Globo
Reunião com embaixadores leva Bolsonaro à inelegibilidade (2023): Por 5 a 2, o TSE declarou Jair Bolsonaro inelegível por oito anos ao considerar que a reunião de 18 de julho de 2022 com embaixadores, na qual atacou as urnas eletrônicas, configurou abuso de poder político e uso indevido dos meios de comunicação.ProvávelConJur
TSE torna Bolsonaro inelegível por 5 a 2 (2023): Migalhas registrou o placar e a fundamentação do julgamento da AIJE que responsabilizou Bolsonaro pela reunião com embaixadores, fixando inelegibilidade até 2030.ProvávelMigalhas
+ 1 fato(s) adicionais com a mesma certeza verificados nos bastidores
O que não conseguimos verificar
  • Se o PT efetivamente ingressará com ação judicial e em que instância.
  • Se os supostos documentos da CIA citados por Flávio existem e o que afirmam.
Como verificamos

O teor integral da fala aos diplomatas não foi divulgado; trabalhamos com os trechos reportados pelas redações presentes no evento.

Esta cobertura pareceu tendenciosa?