FAROL.
5 histórias · 4 min de leitura
Sexta-feira, 24 de julho de 2026
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Da redação

O Brasil mata menos, mas mata mais mulheres: os homicídios caíram ao menor nível em 14 anos enquanto os feminicídios bateram novo recorde, 1.571 no ano, quatro por dia. As duas curvas correm em sentidos opostos há oito anos, e é essa a notícia. Fora disso, o Brent volta aos US$ 100 depois que houthis atacam petroleiros sauditas, Flávio Bolsonaro reedita o gesto do pai diante de embaixadores, incêndios evacuam 20 mil na Baía de Arcachon e o ativista Sonam Wangchuk encerra 26 dias de jejum na Índia. Boa leitura.

Esta nota é redigida por inteligência artificial.
História 01

Homicídios caem ao menor nível em 14 anos, mas feminicídios batem novo recorde

Anuário do FBSP registra 40.775 mortes violentas em 2025 e 1.571 feminicídios, o quarto ano consecutivo de alta

8 fatos confirmados em 9 fontes

Quatro mulheres foram mortas por dia no Brasil em 2025 por razões de gênero, mesmo com os assassinatos em geral no menor patamar em 14 anos. O Anuário Brasileiro de Segurança Pública, divulgado pelo FBSP, mostra queda de 8,2% nas mortes violentas intencionais (40.775 no ano), com a taxa recuando de 20,6 para 19,1 por 100 mil habitantes. Os feminicídios, porém, subiram cerca de 4% e chegaram a 1.571, o maior número da série. Para cada caso, houve 502 ameaças e 182 agressões físicas registradas contra mulheres.

Na prática · escala
Segundo o Dossiê Violência contra as Mulheres da Agência Patrícia Galvão, com base em dados de segurança pública, o Brasil registrou 1.133 feminicídios em 2017. O número de 1.571 vítimas em 2025 representa um aumento de cerca de 39% em oito anos.
Como o Farol classifica as fontes desta história
Esquerda Centro Direita
8 Confirmado 3+ fontes
1 Provável 2 fontes
3 Fonte única não verificado
0 Contestado fontes divergem
Fatos verificados
● Fonte institucional · ○ Fonte jornalística
A 20ª edição do Anuário Brasileiro de Segurança Pública foi divulgada em 23 de julho de 2026 pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública (FBSP).ConfirmadoAgência Brasil, Folha de S.Paulo, G1, Congresso Em Foco, FBSP (forumseguranca.org.br)
As mortes violentas intencionais (MVI) no Brasil caíram 8,2% em 2025 em relação ao ano anterior.ConfirmadoAgência Brasil, Folha de S.Paulo, Congresso Em Foco, G1
A taxa de mortes violentas intencionais caiu de 20,6 por 100 mil habitantes em 2024 para 19,1 por 100 mil habitantes em 2025.ConfirmadoAgência Brasil, O Potiguar (dados do Anuário), FBSP - Anuário 2026
O Brasil registrou 40.775 mortes violentas intencionais em 2025.ConfirmadoFolha de S.Paulo, O Potiguar (dados do Anuário), FBSP - Anuário 2026
A taxa de assassinatos ficou abaixo de 20 por 100 mil habitantes pela primeira vez, atingindo o menor patamar em 14 anos (desde 2012).ConfirmadoFolha de S.Paulo, Congresso Em Foco, G1
Os feminicídios aumentaram cerca de 4% em 2025 e atingiram o maior patamar da série histórica, sendo o quarto ano consecutivo de recorde.ConfirmadoAgência Brasil, El País, Folha de S.Paulo, G1, Terra, +1
O Brasil registrou 1.571 vítimas de feminicídio em 2025, uma média de aproximadamente quatro mulheres mortas por dia por razões de gênero.ConfirmadoG1, Terra, Lupa, Ecos da Notícia
Para cada feminicídio registrado em 2025, houve 502 casos de ameaça, 182 agressões físicas e 79 crimes de perseguição contra mulheres.ConfirmadoFolha de S.Paulo, Correio da Amazônia, Diário de Cuiabá, Costão FM (Folhapress)
Os homicídios totais cometidos contra mulheres caíram 5,5% em 2025, apesar do aumento dos feminicídios; 44,4% das mulheres assassinadas foram mortas por razões de gênero.ProvávelFolha de S.Paulo, Folha PE (dados do Anuário)
O que não conseguimos verificar
  • O que explica a divergência entre a queda geral de homicídios e a alta dos feminicídios
  • Se a meta federal de 16 mortes por 100 mil habitantes citada pelo G1 corresponde exatamente ao plano oficial do Ministério da Justiça
Como verificamos

Os dados centrais do Anuário 2026 do FBSP foram confirmados por múltiplas redações. A leitura de Samira Bueno sobre a tendência estrutural desde 2018 aparece em uma única fonte e não foi incorporada ao corpo.

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História 02

Ataques houthis a petroleiros sauditas levam Brent de volta aos US$ 100

Trump ameaça 'grande punição militar' ao Irã; bloqueio anunciado no Bab al-Mandeb pressiona rota alternativa das exportações sauditas

7 fatos confirmados em 17 fontes

O barril do Brent voltou aos três dígitos pela primeira vez desde maio, com alta de cerca de 7% no pregão, depois que os houthis atacaram dois petroleiros de bandeira saudita no Mar Vermelho e anunciaram bloqueio no estreito de Bab al-Mandeb, com mísseis e drones instalados na região. Trump respondeu ameaçando 'grande punição militar' contra Irã e houthis. Na prática, a rota importa porque virou saída alternativa das exportações sauditas depois que o fluxo pelo Ormuz despencou. Analistas veem risco de o barril chegar a US$ 120 se as duas frentes persistirem.

Precedente · 1984-1988
Durante a Guerra dos Petroleiros (1984-1988), fase marítima do conflito Irã-Iraque, mais de 400 navios mercantes foram atacados no Golfo Pérsico, levando os EUA a lançar a Operação Earnest Will para escoltar petroleiros de bandeira kuwaitiana, precedente clássico de como ataques a rotas de petróleo no Oriente Médio provocam intervenção militar americana e choques no preço do barril.
Como o Farol classifica as fontes desta história
13
Esquerda Centro Direita
7 Confirmado 3+ fontes
5 Provável 2 fontes
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Divergências que mudam o cenário
  • ≠ Forbes Brasil reportou fechamento do Brent em US$ 100,69 (alta de 7%); Valor Econômico apurou US$ 94,07 (alta de 3,36%) no pregão regular do mesmo dia.
Fatos verificados
● Fonte institucional · ○ Fonte jornalística
Os houthis, grupo do Iêmen apoiado pelo Irã, atacaram navios-tanque de bandeira saudita no Mar Vermelho.ConfirmadoBBC Brasil, Al Jazeera, France 24, DW, New York Times, +5
O preço do barril do petróleo Brent superou US$ 100 pela primeira vez desde 22 de maio de 2026 após os ataques, com alta de cerca de 7% no pregão.ConfirmadoFrance 24, New York Times, Folha de S.Paulo, G1, Forbes Brasil, +1
O presidente dos EUA, Donald Trump, ameaçou aplicar 'grande punição militar' contra o Irã e os houthis em resposta aos ataques.ConfirmadoFrance 24, DW, New York Times, RFI
Os houthis anunciaram um bloqueio ao estreito de Bab al-Mandeb, rota estratégica do comércio global, tendo instalado mísseis e drones na região segundo alerta da força naval multinacional.ConfirmadoAl Jazeera, New York Times, Folha de S.Paulo, BBC
Os houthis ameaçaram atacar embarcações de bandeira saudita em uma rota marítima vital.ConfirmadoBBC, Folha de S.Paulo, Veja, AP
O enviado especial da ONU para o Iêmen, Hans Grundberg, declarou-se 'alarmado' com a retomada dos ataques houthis no Mar Vermelho e pediu diálogo, alertando que o aprofundamento do confronto agrava o sofrimento do povo iemenita.ConfirmadoAl Jazeera, Xinhua, Yahoo News
Os houthis reivindicaram ter atingido dois petroleiros de bandeira saudita no Mar Vermelho na quarta-feira (22/07/2026).ConfirmadoNew York Times, AP, RFI/UOL, Folha de S.Paulo
O secretário-geral da ONU, António Guterres, afirmou que a situação no Oriente Médio está 'fora de controle' e 'à beira do inimaginável'.ProvávelDW, RFI Brasil
Em 23 de julho de 2026, a alta do petróleo impulsionou o dólar a R$ 5,08 e pressionou o Ibovespa, com o Brent superando US$ 100; ações de petrolíferas brasileiras fecharam em alta, acompanhando o salto da commodity.ProvávelFolha de S.Paulo, Forbes Brasil, Bloomberg Línea, Valor Econômico
Analistas alertam que a combinação da paralisia no estreito de Ormuz com os ataques houthis no Mar Vermelho pode levar o preço do petróleo a US$ 120 por barril.ProvávelEl País, Veja
Segundo analistas ouvidos pela Al Jazeera, os ataques houthis, por enquanto, estão moldando quem transporta o petróleo saudita, e não se ele será transportado.ProvávelAl Jazeera (Megha Bahree), Correio do Povo
As exportações sauditas de petróleo pelo Mar Vermelho haviam se tornado uma rota alternativa importante depois que os fluxos pelo Golfo Pérsico e o estreito de Ormuz caíram drasticamente, o que amplia o impacto dos ataques houthis sobre o abastecimento global.ProvávelO Globo, Correio do Povo, BBC
O que não conseguimos verificar
  • Extensão real dos danos aos petroleiros sauditas atingidos.
  • Se os EUA vão atacar o Irã diretamente ou apenas os houthis.
Como verificamos

Os fechamentos do Brent em 23/07 divergem entre veículos brasileiros: Forbes Brasil registrou US$ 100,69 (alta de 7%); Valor Econômico apurou US$ 94,07 (alta de 3,36%) no pregão regular. Optamos pelo número majoritário nas fontes internacionais.

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História 03

Flávio Bolsonaro repete gesto do pai e ataca urnas diante de embaixadores

PT, PV e PCdoB já acionaram o TSE; caso remete ao episódio de 2022 que ajudou a condenar Jair Bolsonaro

8 fatos confirmados em 10 fontes

Quatro anos depois de Jair Bolsonaro reunir embaixadores no Alvorada para atacar as urnas, o filho Flávio repetiu o roteiro. Na terça (21/07), em Brasília, o senador citou informações falsas sobre o sistema eletrônico a diplomatas estrangeiros e pediu o maior número possível de observadores internacionais em 2026. O TSE já desmentiu no site oficial a versão de que as urnas viriam de empresa venezuelana. PT, PV e PCdoB protocolaram representação no dia seguinte, pedindo remoção de conteúdo e multa. O paralelo com 2022 pesa: aquela mesma cena virou peça central na condenação do pai.

Precedente · 2021
Em 2021, o TSE, por unanimidade, pediu ao STF que investigasse o então presidente Jair Bolsonaro por disseminação de fake news contra as urnas eletrônicas, após ele ameaçar não realizar eleições em 2022 caso não fosse aprovado o voto impresso.
Onde ir mais fundo
Ataques às urnas diante de embaixadores já geraram punição eleitoral no Brasil?
Sim, e o precedente mais grave envolve exatamente o pai do senador. Em junho de 2023, o TSE declarou Jair Bolsonaro inelegível por oito anos justamente pela reunião de 18 de julho de 2022 com embaixadores estrangeiros no Palácio da Alvorada, quando divulgou informações falsas sobre as urnas eletrônicas. A Corte reconheceu abuso de poder político e uso indevido dos meios de comunicação, segundo a decisão publicada no site do TSE. Antes disso, em outubro de 2021, o plenário do TSE já havia cassado o mandato do deputado estadual Fernando Francischini (PSL-PR) por propagar desinformação contra o sistema eletrônico de votação durante transmissão ao vivo em 2018, criando jurisprudência inédita sobre o tema, conforme registrado pelo tribunal e pelo JOTA. O paralelo direto com o gesto de Flávio Bolsonaro em 21 de julho de 2025 é o que sustenta a representação protocolada por PT, PV e PCdoB.
A representação de PT, PV e PCdoB deve ser distribuída a um relator no TSE nos próximos dias. Acompanhe o andamento no Portal do TSE.
Acompanhe: Portal do TSE (tse.jus.br), JOTA, ConJur, Agência Câmara, Migalhas
Como o Farol classifica as fontes desta história
Esquerda Centro Direita
8 Confirmado 3+ fontes
2 Provável 2 fontes
3 Fonte única não verificado
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Fatos verificados
● Fonte institucional · ○ Fonte jornalística
O senador e pré-candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL-RJ) citou informações falsas sobre as urnas eletrônicas em reunião com embaixadores estrangeiros na terça-feira (21/07/2026), em Brasília.ConfirmadoConsultor Jurídico, Folha de S.Paulo, G1, Jota, Poder360, +1
O discurso de Flávio Bolsonaro contra as urnas remete ao episódio de 2022, quando seu pai, Jair Bolsonaro, atacou o sistema de votação em reunião com embaixadores no Palácio da Alvorada, episódio que contribuiu para sua condenação.ConfirmadoConsultor Jurídico, Folha de S.Paulo, TSE (AIJE, reunião de 18/07/2022)
Flávio Bolsonaro pediu, no evento com diplomatas, que outros países enviem a maior quantidade possível de observadores internacionais para as eleições brasileiras de 2026.ConfirmadoFolha de S.Paulo, Poder360, Investing Brasil
As declarações de Flávio Bolsonaro com informações falsas sobre as urnas serão analisadas pelo TSE, atualmente comandado pelo ministro Nunes Marques; PT, PV e PCdoB protocolaram representação em 22/07/2026 pedindo remoção de conteúdo e multa.ConfirmadoJota, Correio da Manhã, Band, O Globo
Analistas e juristas classificam o discurso de Flávio Bolsonaro como golpista e como risco concreto à democracia brasileira, comparando-o à retórica de líderes populistas autoritários.ConfirmadoConsultor Jurídico, Folha de S.Paulo, Prof. Paolo Ricci (USP, via Folha de S.Paulo)
O TSE já desmentiu publicamente, em seu site oficial, a afirmação de que as urnas eletrônicas brasileiras seriam fornecidas por empresa venezuelana, informação falsa central citada por Flávio Bolsonaro.ConfirmadoTSE (site oficial), G1, Poder360, Folha de S.Paulo
Inelegibilidade de Jair Bolsonaro (2023): TSE declarou Jair Bolsonaro inelegível por oito anos pela reunião com embaixadores em julho de 2022, reconhecendo abuso de poder político e uso indevido dos meios de comunicação.ConfirmadoTSE Notícias
Cassação de Fernando Francischini (2021): TSE cassou o mandato do deputado estadual Fernando Francischini (PSL-PR) por disseminar desinformação contra a urna eletrônica em transmissão ao vivo em 2018, decisão inédita que criou jurisprudência.ConfirmadoTSE Notícias
Com dificuldades para atrair o centrão, Flávio Bolsonaro tem mobilizado a ala mais radical de sua base política.ProvávelJota, Folha de S.Paulo (coluna Marcos Augusto Gonçalves)
Ministros do TSE lembraram o caso julgado em 2021 em que Fernando Francischini teve o mandato cassado por fake news contra o sistema eletrônico de votação, primeiro precedente do tipo na Corte.ProvávelO Globo, TSE (precedente Francischini, 2021)
O que não conseguimos verificar
  • Quais embaixadores e países estavam na reunião de 21/07, e como suas embaixadas reagiram ao teor das declarações
  • Se o TSE abrirá procedimento próprio além da representação já protocolada pelos partidos
Como verificamos

A leitura de que Flávio mobiliza a ala mais radical por dificuldade com o centrão vem de análise do Jota e de coluna da Folha, não de reportagem factual. O alerta de interlocutores sobre custo com o eleitorado independente aparece apenas no G1 e não foi cruzado com outras redações.

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História 04

Incêndios forçam evacuação em massa na França e Espanha

Cerca de 20 mil pessoas deixaram a Baía de Arcachon; Madri está em estado de emergência e Macron pediu ajuda da UE

8 fatos confirmados em 8 fontes

A maior parte dos 20 mil evacuados na Baía de Arcachon, a oeste de Bordeaux, eram turistas em campings de férias. Cerca de 800 bombeiros combatem as chamas, junto com gendarmes e soldados. A Espanha declarou estado de emergência em Madri, e Macron acionou o mecanismo de proteção civil da UE. Calor extremo, seca e ventos fortes alimentam os focos, com o Atlântico e o Mediterrâneo até 5°C acima da média. As fontes divergem sobre o total de deslocados na Europa (ver divergências).

Precedente · 2022
Em julho de 2022, incêndios florestais durante uma onda de calor extrema forçaram a evacuação de mais de 14 mil pessoas na região de Gironde, na França, incluindo áreas próximas à Baía de Arcachon, enquanto a Espanha registrava centenas de mortes ligadas ao calor.
Como o Farol classifica as fontes desta história
5
Esquerda Centro Direita
8 Confirmado 3+ fontes
1 Provável 2 fontes
1 Fonte única não verificado
0 Contestado fontes divergem
Divergências que mudam o cenário
  • ≠ BBC, Al Jazeera e The Guardian falam em mais de 20 mil evacuados só na França; a Folha aponta cerca de 13,6 mil deslocados em toda a Europa (10 mil na França, 3,5 mil na Espanha, 100 na Itália).
Fatos verificados
● Fonte institucional · ○ Fonte jornalística
Incêndios florestais na Europa forçaram dezenas de milhares de pessoas a evacuar suas casas e acampamentos na França e na Espanha.ConfirmadoBBC, Al Jazeera, Folha de S.Paulo, France 24, DW, +2
Na França, cerca de 20 mil pessoas foram evacuadas na região da Baía de Arcachon, no departamento de Gironde, a oeste de Bordeaux.ConfirmadoBBC, Al Jazeera, The Guardian, Reuters
A maior parte das pessoas evacuadas na França eram turistas hospedados em campings e outras acomodações de férias ao redor da Baía de Arcachon.ConfirmadoBBC, The Guardian, Reuters
A Espanha declarou estado de emergência na região de Madri devido aos incêndios florestais.ConfirmadoFrance 24, DW, The Guardian
O presidente francês Emmanuel Macron acionou o mecanismo de proteção civil da União Europeia para pedir assistência emergencial.ConfirmadoFrance 24, DW, The Guardian
Os incêndios são alimentados por calor extremo, seca prolongada e ventos fortes que atingem a Europa Ocidental.ConfirmadoFrance 24, The Guardian, Reuters, Le Monde
Uma onda de calor marinha em curso deixou partes do Atlântico e do Mediterrâneo com temperaturas de superfície acima da média, em algumas áreas, cerca de 5°C mais quentes que o normal.ConfirmadoThe Guardian, Copernicus Marine Service (EU Space Policy), Folha de S.Paulo
Na Itália, cerca de 100 pessoas também foram deslocadas em razão dos incêndios, principalmente na Sicília, onde dezenas de focos foram registrados.ConfirmadoFolha de S.Paulo, Reuters, AFP (via Manila Times)
Cerca de 800 bombeiros, além de centenas de gendarmes e soldados, foram mobilizados para combater as chamas a oeste de Bordeaux.ProvávelAl Jazeera, Reuters
O que não conseguimos verificar
  • Se há vítimas fatais ou feridos confirmados
  • Extensão da área queimada em hectares
Como verificamos

O total europeu de deslocados varia bastante entre as fontes; mantivemos apenas os números por país que se confirmam em múltiplas redações.

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História 05

Ativista indiano encerra greve de fome de 26 dias temendo violência

Sonam Wangchuk cita 'longas negociações' com o governo, mas protestos estudantis contra escândalo em exame de medicina seguem nas ruas

9 fatos confirmados em 12 fontes

Após 26 dias sem comer, o ativista indiano Sonam Wangchuk, de 59 anos, encerrou sua greve de fome citando 'longas negociações' com autoridades e o receio de 'possível violência no país'. O estopim do movimento foi o vazamento de provas do NEET-UG 2026, o exame nacional de admissão em medicina. Estudantes exigem a renúncia do ministro da Educação, Dharmendra Pradhan, e reformas amplas no sistema. Na prática, o fim do jejum não desmobilizou ninguém: os protestos, organizados pelo satírico Cockroach Janta Party em Jantar Mantar, continuam.

Precedente · 2024
Em março de 2024, o mesmo ativista Sonam Wangchuk realizou uma greve de fome de 21 dias em Leh exigindo autonomia constitucional e status de estado para a região de Ladakh, mobilizando milhares de apoiadores no Himalaia.
Como o Farol classifica as fontes desta história
8
Esquerda Centro Direita
The GuardianNew York TimesBBCFrance 24DWThe HinduAssociated PressUOLCNNThe IndependentTimes of India
9 Confirmado 3+ fontes
1 Provável 2 fontes
0 Fonte única não verificado
0 Contestado fontes divergem
Fatos verificados
● Fonte institucional · ○ Fonte jornalística
O ativista indiano Sonam Wangchuk encerrou sua greve de fome após 26 dias.ConfirmadoThe Guardian, The New York Times, BBC, France 24, DW
Wangchuk afirmou que decidiu encerrar o jejum após 'longas negociações' com autoridades e 'em vista de possível violência no país'.ConfirmadoThe New York Times, BBC, France 24, DW
O movimento de protesto foi desencadeado por um escândalo envolvendo vazamento de provas do exame nacional de admissão em medicina (NEET-UG 2026).ConfirmadoThe Guardian, France 24, BBC, The Hindu, AP News
Os protestos são liderados por estudantes e jovens que exigem reformas na educação.ConfirmadoBBC, France 24, CBS News, The Hindu
Os manifestantes exigem a renúncia do ministro da Educação da União, Dharmendra Pradhan, e reformas mais amplas no sistema educacional.ConfirmadoFrance 24, BBC, The Hindu, AP News, UOL
Wangchuk ficou conhecido como o ativista 'barata' (cockroach) na Índia por sua ligação com o movimento Cockroach Janta Party (CJP), que lidera os protestos; ele próprio se descreveu como 'barata honorária'.ConfirmadoThe Guardian, Times of India, Mathrubhumi, News18, Telegraph India
Os protestos estudantis continuaram mesmo após o fim da greve de fome de Wangchuk.ConfirmadoFrance 24, The Guardian, BBC
Wangchuk, de 59 anos, foi levado à força a um hospital em Nova Délhi pela polícia após 20 dias de greve de fome, em 18 de julho de 2026, antes de retomar o jejum e encerrá-lo no 26º dia.ConfirmadoBBC, UOL, CNN, Hoje Macau, The Independent
O protesto é organizado pelo Cockroach Janta Party (CJP), movimento satírico fundado por Abhijeet Dipke, que ocupa o local Jantar Mantar, em Nova Délhi.ConfirmadoThe Hindu, Telegraph India, News18, BBC
O movimento de protesto convocou manifestações em todo o país para sexta-feira, em reação à brutalidade policial contra jovens.ProvávelThe Guardian, ETV Bharat
O que não conseguimos verificar
  • Quais condições específicas foram acordadas nas negociações com o governo
  • Se o ministro Dharmendra Pradhan responderá formalmente às demandas
Como verificamos

A convocação de manifestações nacionais para sexta-feira aparece em apenas duas fontes (The Guardian e ETV Bharat) e foi tratada como provável, não confirmada.

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