Dois dos 33 ministros do STJ, cerca de 6% da corte, estão agora sob investigação no mesmo esquema de venda de sentenças, e o segundo nome caiu hoje. É a notícia institucional mais pesada do dia. Fora isso, Trump soma mais 12,5% e leva a sobretaxa ao Brasil a 37,5%, colocando o país atrás só da China; Lula defende gastos militares na Avibras sem anunciar cifras; o TJSP volta a proibir a Uber Moto em São Paulo; e a defesa de Bolsonaro chama de censura prévia o veto a visitas políticas. Boa leitura.
Esta nota é redigida por inteligência artificial.
JustiçaHistória 01
STF autoriza PF a investigar segundo ministro do STJ por venda de sentenças
Marco Buzzi entra no inquérito relatado por Zanin; é o segundo ministro do tribunal alcançado no mesmo caso
6 fatos confirmados em 9 fontes
Pela segunda vez em seis meses, um ministro do STJ virou alvo de investigação criminal no Supremo pela suposta venda de sentenças. Cristiano Zanin, relator do inquérito, autorizou a Polícia Federal a apurar a conduta de Marco Buzzi. O primeiro havia sido Paulo Dias de Moura Ribeiro, em maio. Buzzi já estava afastado do STJ desde fevereiro, quando duas mulheres o acusaram de crimes sexuais. À Folha, ele disse não saber que era investigado, informação que não conseguimos confirmar de forma independente. A apuração aponta indícios de organização criminosa e lavagem de dinheiro.
Na prática · escala
Segundo o portal Migalhas, com base na Constituição, o STJ é composto por 33 ministros no total, o que significa que dois deles (cerca de 6% do tribunal) estão agora sob investigação no mesmo caso de venda de sentenças.
Quantos ministros de tribunais superiores já foram investigados criminalmente pelo STF?
Investigações criminais contra ministros de tribunais superiores no STF são raras, mas o STJ acumula o histórico mais denso desses episódios nas últimas duas décadas. O caso mais emblemático foi a Operação Hurricane (2007), quando a Polícia Federal, com autorização do STF, apurou venda de sentenças ligadas a jogos de azar e alcançou o então ministro Paulo Medina do STJ, além do desembargador convocado José Eduardo Carreira Alvim; a PGR sustentou que Medina teria recebido propina, conforme noticiou a ConJur em abril de 2007. Quase duas décadas depois, o padrão se repete: Moura Ribeiro passou a ser investigado em maio de 2025 e Buzzi agora entra no mesmo inquérito relatado por Zanin, também por suspeita de venda de decisões. O acúmulo de três ministros do STJ investigados por conduta semelhante, ainda que em ciclos distintos, coloca a corte no centro do escrutínio criminal exercido pelo Supremo sobre o próprio Judiciário superior.
Acompanhe a tramitação do Inq. relatado por Cristiano Zanin no Portal do STF e os próximos passos da PF, que tem prazo para conclusão do inquérito autorizado.
Acompanhe: Portal do STF (acompanhamento processual do inquérito), Sala de Imprensa do STJ, ConJur, Migalhas, Folha de S.Paulo (cobertura Poder)
≠ O site TV Cenário descreveu o novo inquérito como sendo sobre importunação sexual e autorizado por Kassio Nunes Marques; as demais fontes indicam que a autorização é de Zanin e trata de venda de sentenças, casos distintos.
Fatos verificados
● Fonte institucional · ○ Fonte jornalística
●
O ministro Cristiano Zanin, do STF, autorizou a Polícia Federal a investigar o ministro Marco Buzzi, do STJ, no inquérito que apura suposta venda de sentenças judiciais.
Buzzi é o segundo ministro do STJ investigado no mesmo caso; o primeiro é Paulo Dias de Moura Ribeiro, cuja investigação foi autorizada por Zanin em maio de 2026.
Cristiano Zanin é o ministro relator do inquérito sobre venda de sentenças no STJ no Supremo Tribunal Federal.
Confirmado
Agência Brasil, G1, JOTA, O Globo (Bela Megale), CNN Brasil
○
Marco Buzzi está afastado das funções no STJ desde fevereiro de 2026, após acusações de crimes sexuais apresentadas por duas mulheres, e responde a processo administrativo disciplinar.
A investigação sobre venda de sentenças no STJ inclui indícios de organização criminosa, lavagem de dinheiro e tentativa de obstrução, tendo alcançado ex-assessores do tribunal em operações anteriores da PF em 2025 e 2026.
Provável
Revista Oeste, CNN Brasil, O Globo
○
Operação Hurricane, ministro Paulo Medina (2007): PF, com autorização do STF, investigou o ministro do STJ Paulo Medina por suposta venda de sentenças ligadas a jogos de azar; PGR sustentou recebimento de propina.
Provável
ConJur
○
Operação Hurricane, desdobramentos familiares (2007): A mesma operação levou à prisão do irmão do ministro Paulo Medina e envolveu o desembargador convocado ao STJ José Eduardo Carreira Alvim.
Provável
ConJur
O que não conseguimos verificar
Quais decisões específicas de Buzzi estão sob suspeita e qual o mecanismo alegado da venda de sentenças.
Quem apresentou os indícios que motivaram a inclusão de Buzzi no inquérito.
Como verificamos
A fala de Buzzi negando conhecimento da investigação vem apenas da Folha de S.Paulo e não foi confirmada por outras redações.
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EconomiaHistória 02
Trump soma tarifa de 12,5% e leva sobretaxa a produtos brasileiros a 37,5%
Nova alíquota, justificada como resposta a trabalho forçado, se acumula à taxa de 25% da semana anterior e coloca o Brasil no teto de uma lista de cerca de 60 países
6 fatos confirmados em 11 fontes
O Brasil virou o país mais taxado pelos Estados Unidos depois da China. Trump anunciou uma tarifa adicional de 12,5% sob a justificativa de combate ao trabalho forçado, que se soma aos 25% da semana anterior e fecha uma sobretaxa de 37,5% a partir de 24 de julho de 2026. O governo Lula chamou a medida de arbitrária e acionou a Lei de Reciprocidade, sem definir retaliação. MDIC e CNI, porém, divergem no tamanho do estrago: o ministério fala em US$ 6,6 bilhões atingidos pela sobretaxa; a confederação, em US$ 10,8 bilhões e quase 4 mil produtos. A diferença metodológica, ainda sem explicação pública, define o quanto da indústria brasileira está de fato na mira.
Precedente · 2018
Em março de 2018, o primeiro governo Trump impôs tarifas de 25% sobre aço e 10% sobre alumínio importados sob a Seção 232 da Lei de Expansão Comercial de 1962, atingindo o Brasil (segundo maior fornecedor de aço aos EUA) e desencadeando negociação de cotas em substituição às tarifas.
≠ MDIC calcula que a sobretaxa de 37,5% atinge US$ 6,6 bilhões em exportações; a CNI calcula US$ 10,8 bilhões e 3.985 produtos. A metodologia por trás da diferença não foi divulgada.
Fatos verificados
● Fonte institucional · ○ Fonte jornalística
●
O governo Trump anunciou nova tarifa adicional de 12,5% sobre produtos brasileiros, justificada como medida contra trabalho forçado nas cadeias globais de produção.
A nova tarifa de 12,5% entra em vigor em 24 de julho de 2026 e afeta o Brasil e cerca de 60 parceiros comerciais dos EUA, com alíquotas variando de 10% a 12,5%, sendo o Brasil taxado no teto.
Combinada com a tarifa de 25% anunciada na semana anterior, a sobretaxa acumulada chega a 37,5% para produtos brasileiros que entram no mercado dos EUA, afetando itens como máquinas, madeira e calçados.
O governo brasileiro classificou a medida como 'arbitrária' e 'injustificada' e acionou a Lei de Reciprocidade como instrumento de negociação, sem decidir ainda por retaliação.
O Brasil acumula déficit de US$ 144 bilhões (R$ 734 bilhões) em quatro décadas de comércio de bens com os EUA, sendo historicamente fonte de superávit para os americanos.
Segundo a Confederação Nacional da Indústria (CNI), 3.985 produtos brasileiros serão afetados pela tarifa dupla de 37,5%, totalizando US$ 10,8 bilhões (R$ 55 bilhões) em exportações.
O Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC) informou que a sobretaxa de 37,5% atinge US$ 6,6 bilhões em exportações brasileiras, correspondendo a 16,5% das exportações ao mercado americano.
Provável
Agência Brasil, Terra (citando MDIC)
○
O governo Lula estima que 47,3% das exportações brasileiras aos EUA são atingidas pelo conjunto de tarifas (12,5% + 25% + sobretaxa de aço e alumínio).
O agronegócio ficou quase de fora dos impactos do tarifaço, enquanto a indústria foi o setor mais afetado, embora segmentos como café, carne, suco de laranja e complexo florestal figurem entre os agrícolas mais expostos.
Por que o Brasil ficou no teto de 12,5% enquanto outros dos cerca de 60 países afetados pagam a partir de 10%.
Como se explica a divergência metodológica entre MDIC (US$ 6,6 bi) e CNI (US$ 10,8 bi) sobre o alcance da sobretaxa.
Como verificamos
Números do MDIC e da CNI foram checados em duas fontes cada e classificados como prováveis. A entrada em vigor em 24/07/2026 aparece em três veículos independentes.
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PolíticaHistória 03
Lula defende mais gastos militares em visita à fábrica de mísseis
Presidente foi à Avibras, em Jacareí, e comparou Forças Armadas a Deus, mas não anunciou valores nem projetos prioritários
4 fatos confirmados em 11 fontes
A soberania nacional deve ser eixo da campanha de Lula à reeleição, e ele foi buscar cenário à altura: a fábrica da Avibras em Jacareí, que produz mísseis e foguetes e retomou recentemente a linha de defesa. Ali, defendeu mais investimento nas Forças Armadas 'para não deixar ninguém meter o nariz no nosso país' e comparou os militares a Deus, que 'você chama na dor de barriga'. O ponto é que nenhum valor, percentual ou projeto prioritário foi anunciado, e o professor Gunther Rudzit (ESPM) avalia que, no orçamento real, o país segue 'completamente indefeso', sugerindo distância entre discurso e prática.
≠ Lula defende mais investimento militar como pilar da soberania; o professor Gunther Rudzit (ESPM) afirma que, na prática orçamentária, o Brasil segue 'completamente indefeso', apontando descompasso entre discurso e execução.
Fatos verificados
● Fonte institucional · ○ Fonte jornalística
●
Em 24 de julho de 2026, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva defendeu mais investimentos nas Forças Armadas e no setor de Defesa durante visita à fábrica da Avibras Aeroco, em Jacareí (SP), que produz mísseis e foguetes.
Lula comparou as Forças Armadas a Deus, dizendo que 'você chama na dor de barriga', equiparando os céticos quanto à necessidade de investimento militar a descrentes religiosos.
Confirmado
Congresso em Foco, Poder360, InfoMoney
○
A defesa do investimento em Defesa dialoga com o tema da soberania nacional, que Lula pretende colocar no centro da campanha à reeleição em 2026.
A Avibras retomou recentemente a produção de sistemas de defesa e espaciais, sendo esta a primeira visita de Lula à empresa desde a retomada da produção de mísseis e foguetes.
Provável
Agência Brasil, Brasil247
○
Relatório internacional (SIPRI) apontou em 2026 que o Brasil ampliou seus gastos militares em 13%, liderando o avanço na América do Sul.
Provável
O Globo, Prof. Gunther Rudzit (ESPM via O Globo)
O que não conseguimos verificar
Qual o valor ou percentual concreto de aumento do orçamento de Defesa proposto por Lula.
Se haverá encomendas concretas da União à Avibras a partir desta visita.
Como verificamos
A avaliação do professor Rudzit vem de uma única fonte especializada e reflete opinião analítica, não consenso.
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JustiçaHistória 04
TJSP suspende credenciamento da Uber Moto na capital paulista
Desembargador acolhe recurso da Prefeitura e mantém serviço proibido até julgamento definitivo da ação
4 fatos confirmados em 8 fontes
A Uber Moto volta a estar proibida em São Paulo. O TJSP suspendeu a decisão de primeira instância que obrigava a Prefeitura a credenciar o serviço em 48 horas, atendendo a recurso da gestão municipal. A liminar original, da juíza Patricia Persicano Pires, chegou a ser cumprida formalmente, mas a Prefeitura manteve o serviço travado alegando descumprimento de exigências regulatórias pela empresa. O impasse expõe o vácuo regulatório do transporte por motos por aplicativo, disputado caso a caso no Judiciário enquanto capitais brasileiras seguem sem regra clara.
Precedente · 2019
Em 2019, o STF decidiu no RE 1.054.110 (Tema 967) que são inconstitucionais leis municipais que proíbam serviços de transporte de passageiros por aplicativo, fixando tese de repercussão geral que baliza disputas como a atual entre Uber e Prefeitura de São Paulo.
Com a nova decisão, o serviço de transporte de passageiros por motocicletas via aplicativo (Uber Moto) segue proibido em São Paulo até o julgamento definitivo da ação
A ação judicial original foi movida pela Uber contra a Prefeitura de São Paulo, tendo obtido em primeira instância decisão da juíza Patricia Persicano Pires, da 16ª vara da Fazenda Pública, que deu 48 horas para o CMUV (Comitê Municipal de Uso do Viário) conceder o credenciamento
A Prefeitura chegou a formalizar o credenciamento para cumprir a decisão judicial de primeira instância, mas manteve o serviço proibido até que a Uber comprovasse o cumprimento de exigências regulatórias
Provável
G1, SBT News
O que não conseguimos verificar
Quais exigências regulatórias específicas a Prefeitura entende que a Uber não cumpriu
Se a Uber pretende recorrer da nova decisão
Como verificamos
A data e o nome do desembargador relator (Borelli Thomaz, em 24 de julho) aparecem em duas fontes e ainda aguardam confirmação mais ampla. Optamos por não citá-los no corpo.
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JustiçaHistória 05
Defesa de Bolsonaro chama de 'censura prévia' veto a visitas políticas
Recurso ao STF pede que Flávio possa visitar o pai como advogado, caso restrição seja mantida
5 fatos confirmados em 11 fontes
A defesa de Jair Bolsonaro recorreu ao STF contra a proibição de receber visitas com fins político-eleitorais, decisão tomada por Alexandre de Moraes em 17 de julho após Flávio Bolsonaro publicar nas redes uma carta do pai. No agravo enviado à Primeira Turma, os advogados classificam a medida como 'censura prévia' e argumentam que ela vai além da suspensão dos direitos políticos, atingindo a liberdade de manifestação. Como pedido alternativo, querem que Flávio, que integra a equipe jurídica, possa visitar o ex-presidente na condição de advogado. Bolsonaro cumpre prisão domiciliar em Brasília, condenado a 27 anos pela trama golpista.
Precedente · 2018
Em maio de 2018, a defesa do ex-presidente Lula, então preso na sede da Polícia Federal em Curitiba, contestou judicialmente as restrições impostas a visitas, alegando ilegalidade e cerceamento de direitos, caso agora invocado pelos advogados de Bolsonaro como paralelo.
A defesa de Jair Bolsonaro apresentou recurso em 24 de julho de 2026 contra a decisão que proibiu o ex-presidente de receber visitas com fins político-eleitorais e de divulgar manifestos.
A decisão contestada foi tomada pelo ministro Alexandre de Moraes, do STF, em 17 de julho de 2026, suspendendo por 30 dias o direito de Bolsonaro receber visitas com finalidade político-eleitoral.
A defesa argumenta que a restrição ultrapassa a condenação de suspensão de direitos políticos e restringe a liberdade de pensamento e de manifestação de ideias do ex-presidente.
Caso a restrição seja mantida, a defesa pede alternativamente que Flávio Bolsonaro possa se encontrar com o ex-presidente na qualidade de advogado, uma vez que integra a equipe de defesa.
Provável
BandNews TV, Folha de S.Paulo (Blog Brasília Hoje), Estadão
O que não conseguimos verificar
Quando a Primeira Turma do STF deve analisar o recurso
Se a Procuradoria-Geral da República já se manifestou
Como verificamos
A caracterização 'censura prévia' e a menção ao caso Lula aparecem em duas fontes (Congresso Em Foco e CartaCapital) e o pedido alternativo envolvendo Flávio como advogado vem de três (BandNews, Folha e Estadão). O restante está confirmado por múltiplas redações.