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5 histórias · 4 min de leitura
Sábado, 25 de julho de 2026
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Da redação

Dois dos 33 ministros do STJ, cerca de 6% da corte, estão agora sob investigação no mesmo esquema de venda de sentenças, e o segundo nome caiu hoje. É a notícia institucional mais pesada do dia. Fora isso, Trump soma mais 12,5% e leva a sobretaxa ao Brasil a 37,5%, colocando o país atrás só da China; Lula defende gastos militares na Avibras sem anunciar cifras; o TJSP volta a proibir a Uber Moto em São Paulo; e a defesa de Bolsonaro chama de censura prévia o veto a visitas políticas. Boa leitura.

Esta nota é redigida por inteligência artificial.
História 01

STF autoriza PF a investigar segundo ministro do STJ por venda de sentenças

Marco Buzzi entra no inquérito relatado por Zanin; é o segundo ministro do tribunal alcançado no mesmo caso

6 fatos confirmados em 9 fontes

Pela segunda vez em seis meses, um ministro do STJ virou alvo de investigação criminal no Supremo pela suposta venda de sentenças. Cristiano Zanin, relator do inquérito, autorizou a Polícia Federal a apurar a conduta de Marco Buzzi. O primeiro havia sido Paulo Dias de Moura Ribeiro, em maio. Buzzi já estava afastado do STJ desde fevereiro, quando duas mulheres o acusaram de crimes sexuais. À Folha, ele disse não saber que era investigado, informação que não conseguimos confirmar de forma independente. A apuração aponta indícios de organização criminosa e lavagem de dinheiro.

Na prática · escala
Segundo o portal Migalhas, com base na Constituição, o STJ é composto por 33 ministros no total, o que significa que dois deles (cerca de 6% do tribunal) estão agora sob investigação no mesmo caso de venda de sentenças.
Migalhas · agosto de 2025
Onde ir mais fundo
Quantos ministros de tribunais superiores já foram investigados criminalmente pelo STF?
Investigações criminais contra ministros de tribunais superiores no STF são raras, mas o STJ acumula o histórico mais denso desses episódios nas últimas duas décadas. O caso mais emblemático foi a Operação Hurricane (2007), quando a Polícia Federal, com autorização do STF, apurou venda de sentenças ligadas a jogos de azar e alcançou o então ministro Paulo Medina do STJ, além do desembargador convocado José Eduardo Carreira Alvim; a PGR sustentou que Medina teria recebido propina, conforme noticiou a ConJur em abril de 2007. Quase duas décadas depois, o padrão se repete: Moura Ribeiro passou a ser investigado em maio de 2025 e Buzzi agora entra no mesmo inquérito relatado por Zanin, também por suspeita de venda de decisões. O acúmulo de três ministros do STJ investigados por conduta semelhante, ainda que em ciclos distintos, coloca a corte no centro do escrutínio criminal exercido pelo Supremo sobre o próprio Judiciário superior.
Acompanhe a tramitação do Inq. relatado por Cristiano Zanin no Portal do STF e os próximos passos da PF, que tem prazo para conclusão do inquérito autorizado.
Acompanhe: Portal do STF (acompanhamento processual do inquérito), Sala de Imprensa do STJ, ConJur, Migalhas, Folha de S.Paulo (cobertura Poder)
Como o Farol classifica as fontes desta história
4
Esquerda Centro Direita
6 Confirmado 3+ fontes
3 Provável 2 fontes
1 Fonte única não verificado
0 Contestado fontes divergem
Divergências que mudam o cenário
  • ≠ O site TV Cenário descreveu o novo inquérito como sendo sobre importunação sexual e autorizado por Kassio Nunes Marques; as demais fontes indicam que a autorização é de Zanin e trata de venda de sentenças, casos distintos.
Fatos verificados
● Fonte institucional · ○ Fonte jornalística
O ministro Cristiano Zanin, do STF, autorizou a Polícia Federal a investigar o ministro Marco Buzzi, do STJ, no inquérito que apura suposta venda de sentenças judiciais.ConfirmadoFolha de S.Paulo, Agência Brasil, G1, JOTA, CNN Brasil, +2
Marco Buzzi foi incluído em inquérito já em andamento no STF sobre venda de sentenças no STJ, apurado pela Polícia Federal.ConfirmadoAgência Brasil, G1, JOTA, CNN Brasil
Buzzi é o segundo ministro do STJ investigado no mesmo caso; o primeiro é Paulo Dias de Moura Ribeiro, cuja investigação foi autorizada por Zanin em maio de 2026.ConfirmadoFolha de S.Paulo, CartaCapital, Valor Econômico, G1
Esta é a segunda investigação contra Marco Buzzi no STF; a primeira envolve denúncias de assédio sexual apresentadas por duas mulheres.ConfirmadoJOTA, G1, Veja, Jornal Dia a Dia, Repórter MT
Cristiano Zanin é o ministro relator do inquérito sobre venda de sentenças no STJ no Supremo Tribunal Federal.ConfirmadoAgência Brasil, G1, JOTA, O Globo (Bela Megale), CNN Brasil
Marco Buzzi está afastado das funções no STJ desde fevereiro de 2026, após acusações de crimes sexuais apresentadas por duas mulheres, e responde a processo administrativo disciplinar.ConfirmadoG1, Veja, Jornal Dia a Dia, Repórter MT
A investigação sobre venda de sentenças no STJ inclui indícios de organização criminosa, lavagem de dinheiro e tentativa de obstrução, tendo alcançado ex-assessores do tribunal em operações anteriores da PF em 2025 e 2026.ProvávelRevista Oeste, CNN Brasil, O Globo
Operação Hurricane, ministro Paulo Medina (2007): PF, com autorização do STF, investigou o ministro do STJ Paulo Medina por suposta venda de sentenças ligadas a jogos de azar; PGR sustentou recebimento de propina.ProvávelConJur
Operação Hurricane, desdobramentos familiares (2007): A mesma operação levou à prisão do irmão do ministro Paulo Medina e envolveu o desembargador convocado ao STJ José Eduardo Carreira Alvim.ProvávelConJur
O que não conseguimos verificar
  • Quais decisões específicas de Buzzi estão sob suspeita e qual o mecanismo alegado da venda de sentenças.
  • Quem apresentou os indícios que motivaram a inclusão de Buzzi no inquérito.
Como verificamos

A fala de Buzzi negando conhecimento da investigação vem apenas da Folha de S.Paulo e não foi confirmada por outras redações.

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História 02

Trump soma tarifa de 12,5% e leva sobretaxa a produtos brasileiros a 37,5%

Nova alíquota, justificada como resposta a trabalho forçado, se acumula à taxa de 25% da semana anterior e coloca o Brasil no teto de uma lista de cerca de 60 países

6 fatos confirmados em 11 fontes

O Brasil virou o país mais taxado pelos Estados Unidos depois da China. Trump anunciou uma tarifa adicional de 12,5% sob a justificativa de combate ao trabalho forçado, que se soma aos 25% da semana anterior e fecha uma sobretaxa de 37,5% a partir de 24 de julho de 2026. O governo Lula chamou a medida de arbitrária e acionou a Lei de Reciprocidade, sem definir retaliação. MDIC e CNI, porém, divergem no tamanho do estrago: o ministério fala em US$ 6,6 bilhões atingidos pela sobretaxa; a confederação, em US$ 10,8 bilhões e quase 4 mil produtos. A diferença metodológica, ainda sem explicação pública, define o quanto da indústria brasileira está de fato na mira.

Precedente · 2018
Em março de 2018, o primeiro governo Trump impôs tarifas de 25% sobre aço e 10% sobre alumínio importados sob a Seção 232 da Lei de Expansão Comercial de 1962, atingindo o Brasil (segundo maior fornecedor de aço aos EUA) e desencadeando negociação de cotas em substituição às tarifas.
Como o Farol classifica as fontes desta história
9
Esquerda Centro Direita
6 Confirmado 3+ fontes
5 Provável 2 fontes
5 Fonte única não verificado
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Divergências que mudam o cenário
  • ≠ MDIC calcula que a sobretaxa de 37,5% atinge US$ 6,6 bilhões em exportações; a CNI calcula US$ 10,8 bilhões e 3.985 produtos. A metodologia por trás da diferença não foi divulgada.
Fatos verificados
● Fonte institucional · ○ Fonte jornalística
O governo Trump anunciou nova tarifa adicional de 12,5% sobre produtos brasileiros, justificada como medida contra trabalho forçado nas cadeias globais de produção.ConfirmadoBBC Brasil, G1, Folha de S.Paulo, Agência Brasil, CNN Brasil, +1
A nova tarifa de 12,5% entra em vigor em 24 de julho de 2026 e afeta o Brasil e cerca de 60 parceiros comerciais dos EUA, com alíquotas variando de 10% a 12,5%, sendo o Brasil taxado no teto.ConfirmadoBBC Brasil, DW Brasil, CNN Brasil
Combinada com a tarifa de 25% anunciada na semana anterior, a sobretaxa acumulada chega a 37,5% para produtos brasileiros que entram no mercado dos EUA, afetando itens como máquinas, madeira e calçados.ConfirmadoAgência Brasil, Folha de S.Paulo, G1, Poder360
O MDIC afirmou que 23,1% das exportações brasileiras aos EUA estão sujeitas às novas tarifas anunciadas em julho.ConfirmadoMoney Times, Poder360, Terra (citando MDIC)
O governo brasileiro classificou a medida como 'arbitrária' e 'injustificada' e acionou a Lei de Reciprocidade como instrumento de negociação, sem decidir ainda por retaliação.ConfirmadoBBC Brasil, Folha de S.Paulo, CNN Brasil
O Brasil acumula déficit de US$ 144 bilhões (R$ 734 bilhões) em quatro décadas de comércio de bens com os EUA, sendo historicamente fonte de superávit para os americanos.ConfirmadoG1, DW Brasil, Diário do Centro do Mundo
Segundo a Confederação Nacional da Indústria (CNI), 3.985 produtos brasileiros serão afetados pela tarifa dupla de 37,5%, totalizando US$ 10,8 bilhões (R$ 55 bilhões) em exportações.ProvávelAgência Brasil, Folha de S.Paulo
O Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC) informou que a sobretaxa de 37,5% atinge US$ 6,6 bilhões em exportações brasileiras, correspondendo a 16,5% das exportações ao mercado americano.ProvávelAgência Brasil, Terra (citando MDIC)
O governo Lula estima que 47,3% das exportações brasileiras aos EUA são atingidas pelo conjunto de tarifas (12,5% + 25% + sobretaxa de aço e alumínio).ProvávelG1, Folha de S.Paulo
O agronegócio ficou quase de fora dos impactos do tarifaço, enquanto a indústria foi o setor mais afetado, embora segmentos como café, carne, suco de laranja e complexo florestal figurem entre os agrícolas mais expostos.ProvávelG1, Gazeta do Povo
O Brasil é o segundo país mais taxado pelos Estados Unidos, atrás apenas da China.ProvávelG1, DW Brasil
O que não conseguimos verificar
  • Por que o Brasil ficou no teto de 12,5% enquanto outros dos cerca de 60 países afetados pagam a partir de 10%.
  • Como se explica a divergência metodológica entre MDIC (US$ 6,6 bi) e CNI (US$ 10,8 bi) sobre o alcance da sobretaxa.
Como verificamos

Números do MDIC e da CNI foram checados em duas fontes cada e classificados como prováveis. A entrada em vigor em 24/07/2026 aparece em três veículos independentes.

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História 03

Lula defende mais gastos militares em visita à fábrica de mísseis

Presidente foi à Avibras, em Jacareí, e comparou Forças Armadas a Deus, mas não anunciou valores nem projetos prioritários

4 fatos confirmados em 11 fontes

A soberania nacional deve ser eixo da campanha de Lula à reeleição, e ele foi buscar cenário à altura: a fábrica da Avibras em Jacareí, que produz mísseis e foguetes e retomou recentemente a linha de defesa. Ali, defendeu mais investimento nas Forças Armadas 'para não deixar ninguém meter o nariz no nosso país' e comparou os militares a Deus, que 'você chama na dor de barriga'. O ponto é que nenhum valor, percentual ou projeto prioritário foi anunciado, e o professor Gunther Rudzit (ESPM) avalia que, no orçamento real, o país segue 'completamente indefeso', sugerindo distância entre discurso e prática.

Como o Farol classifica as fontes desta história
4
5
Esquerda Centro Direita
4 Confirmado 3+ fontes
3 Provável 2 fontes
1 Fonte única não verificado
0 Contestado fontes divergem
Divergências que mudam o cenário
  • ≠ Lula defende mais investimento militar como pilar da soberania; o professor Gunther Rudzit (ESPM) afirma que, na prática orçamentária, o Brasil segue 'completamente indefeso', apontando descompasso entre discurso e execução.
Fatos verificados
● Fonte institucional · ○ Fonte jornalística
Em 24 de julho de 2026, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva defendeu mais investimentos nas Forças Armadas e no setor de Defesa durante visita à fábrica da Avibras Aeroco, em Jacareí (SP), que produz mísseis e foguetes.ConfirmadoFolha de S.Paulo, Agência Brasil, G1, Congresso em Foco, CNN Brasil, +3
Lula afirmou que o investimento em defesa é necessário 'para não deixar ninguém meter o nariz no nosso país'.ConfirmadoFolha de S.Paulo, G1, Agência Brasil, Gazeta do Povo
Lula comparou as Forças Armadas a Deus, dizendo que 'você chama na dor de barriga', equiparando os céticos quanto à necessidade de investimento militar a descrentes religiosos.ConfirmadoCongresso em Foco, Poder360, InfoMoney
A defesa do investimento em Defesa dialoga com o tema da soberania nacional, que Lula pretende colocar no centro da campanha à reeleição em 2026.ConfirmadoG1, Valor Econômico, CNN Brasil, Brasil247
Lula declarou querer as Forças Armadas bem preparadas do ponto de vista do poderio e do conhecimento científico e tecnológico.ProvávelAgência Brasil, Folha de S.Paulo
A Avibras retomou recentemente a produção de sistemas de defesa e espaciais, sendo esta a primeira visita de Lula à empresa desde a retomada da produção de mísseis e foguetes.ProvávelAgência Brasil, Brasil247
Relatório internacional (SIPRI) apontou em 2026 que o Brasil ampliou seus gastos militares em 13%, liderando o avanço na América do Sul.ProvávelO Globo, Prof. Gunther Rudzit (ESPM via O Globo)
O que não conseguimos verificar
  • Qual o valor ou percentual concreto de aumento do orçamento de Defesa proposto por Lula.
  • Se haverá encomendas concretas da União à Avibras a partir desta visita.
Como verificamos

A avaliação do professor Rudzit vem de uma única fonte especializada e reflete opinião analítica, não consenso.

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História 04

TJSP suspende credenciamento da Uber Moto na capital paulista

Desembargador acolhe recurso da Prefeitura e mantém serviço proibido até julgamento definitivo da ação

4 fatos confirmados em 8 fontes

A Uber Moto volta a estar proibida em São Paulo. O TJSP suspendeu a decisão de primeira instância que obrigava a Prefeitura a credenciar o serviço em 48 horas, atendendo a recurso da gestão municipal. A liminar original, da juíza Patricia Persicano Pires, chegou a ser cumprida formalmente, mas a Prefeitura manteve o serviço travado alegando descumprimento de exigências regulatórias pela empresa. O impasse expõe o vácuo regulatório do transporte por motos por aplicativo, disputado caso a caso no Judiciário enquanto capitais brasileiras seguem sem regra clara.

Precedente · 2019
Em 2019, o STF decidiu no RE 1.054.110 (Tema 967) que são inconstitucionais leis municipais que proíbam serviços de transporte de passageiros por aplicativo, fixando tese de repercussão geral que baliza disputas como a atual entre Uber e Prefeitura de São Paulo.
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Esquerda Centro Direita
4 Confirmado 3+ fontes
2 Provável 2 fontes
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Fatos verificados
● Fonte institucional · ○ Fonte jornalística
A Justiça de São Paulo suspendeu a decisão de primeira instância que obrigava a prefeitura a credenciar o serviço Uber Moto na capital paulistaConfirmadoExame, Revista Oeste, CNN Brasil, Olhar Digital, Folha de S.Paulo, +2
A suspensão atendeu a recurso apresentado pela Prefeitura de São PauloConfirmadoExame, CNN Brasil, Folha de S.Paulo, UOL/BOL, SBT News
Com a nova decisão, o serviço de transporte de passageiros por motocicletas via aplicativo (Uber Moto) segue proibido em São Paulo até o julgamento definitivo da açãoConfirmadoRevista Oeste, CNN Brasil, Olhar Digital, UOL/BOL
A ação judicial original foi movida pela Uber contra a Prefeitura de São Paulo, tendo obtido em primeira instância decisão da juíza Patricia Persicano Pires, da 16ª vara da Fazenda Pública, que deu 48 horas para o CMUV (Comitê Municipal de Uso do Viário) conceder o credenciamentoConfirmadoFolha de S.Paulo, Migalhas, CNN Brasil
A decisão foi proferida pelo desembargador Borelli Thomaz, do TJSP, na sexta-feira, 24 de julho de 2026ProvávelRevista Oeste, Folha de S.Paulo
A Prefeitura chegou a formalizar o credenciamento para cumprir a decisão judicial de primeira instância, mas manteve o serviço proibido até que a Uber comprovasse o cumprimento de exigências regulatóriasProvávelG1, SBT News
O que não conseguimos verificar
  • Quais exigências regulatórias específicas a Prefeitura entende que a Uber não cumpriu
  • Se a Uber pretende recorrer da nova decisão
Como verificamos

A data e o nome do desembargador relator (Borelli Thomaz, em 24 de julho) aparecem em duas fontes e ainda aguardam confirmação mais ampla. Optamos por não citá-los no corpo.

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História 05

Defesa de Bolsonaro chama de 'censura prévia' veto a visitas políticas

Recurso ao STF pede que Flávio possa visitar o pai como advogado, caso restrição seja mantida

5 fatos confirmados em 11 fontes

A defesa de Jair Bolsonaro recorreu ao STF contra a proibição de receber visitas com fins político-eleitorais, decisão tomada por Alexandre de Moraes em 17 de julho após Flávio Bolsonaro publicar nas redes uma carta do pai. No agravo enviado à Primeira Turma, os advogados classificam a medida como 'censura prévia' e argumentam que ela vai além da suspensão dos direitos políticos, atingindo a liberdade de manifestação. Como pedido alternativo, querem que Flávio, que integra a equipe jurídica, possa visitar o ex-presidente na condição de advogado. Bolsonaro cumpre prisão domiciliar em Brasília, condenado a 27 anos pela trama golpista.

Precedente · 2018
Em maio de 2018, a defesa do ex-presidente Lula, então preso na sede da Polícia Federal em Curitiba, contestou judicialmente as restrições impostas a visitas, alegando ilegalidade e cerceamento de direitos, caso agora invocado pelos advogados de Bolsonaro como paralelo.
Como o Farol classifica as fontes desta história
5
Esquerda Centro Direita
5 Confirmado 3+ fontes
3 Provável 2 fontes
0 Fonte única não verificado
0 Contestado fontes divergem
Fatos verificados
● Fonte institucional · ○ Fonte jornalística
A defesa de Jair Bolsonaro apresentou recurso em 24 de julho de 2026 contra a decisão que proibiu o ex-presidente de receber visitas com fins político-eleitorais e de divulgar manifestos.ConfirmadoG1, InfoMoney, Folha de S.Paulo, Agência Brasil, Congresso Em Foco, +3
A decisão contestada foi tomada pelo ministro Alexandre de Moraes, do STF, em 17 de julho de 2026, suspendendo por 30 dias o direito de Bolsonaro receber visitas com finalidade político-eleitoral.ConfirmadoG1, InfoMoney, Folha de S.Paulo, Agência Brasil, Jovem Pan
A defesa argumenta que a restrição ultrapassa a condenação de suspensão de direitos políticos e restringe a liberdade de pensamento e de manifestação de ideias do ex-presidente.ConfirmadoFolha de S.Paulo, G1, Agência Brasil, Estado de Minas, CBN
Bolsonaro cumpre prisão domiciliar em sua residência em Brasília no momento do recurso, condenado a 27 anos de prisão por liderar a trama golpista.ConfirmadoAgência Brasil, CartaCapital, UOL/AFP, Gazeta do Povo
O recurso, na forma de agravo regimental, foi endereçado à Primeira Turma do STF.ConfirmadoG1, Congresso Em Foco, CBN
Os advogados classificaram a medida como "censura prévia" e citaram o caso da prisão de Lula para contestar o veto.ProvávelCongresso Em Foco, CartaCapital
A medida de Moraes foi tomada após o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) publicar nas redes sociais uma carta escrita pelo pai.ProvávelAgência Brasil, G1
Caso a restrição seja mantida, a defesa pede alternativamente que Flávio Bolsonaro possa se encontrar com o ex-presidente na qualidade de advogado, uma vez que integra a equipe de defesa.ProvávelBandNews TV, Folha de S.Paulo (Blog Brasília Hoje), Estadão
O que não conseguimos verificar
  • Quando a Primeira Turma do STF deve analisar o recurso
  • Se a Procuradoria-Geral da República já se manifestou
Como verificamos

A caracterização 'censura prévia' e a menção ao caso Lula aparecem em duas fontes (Congresso Em Foco e CartaCapital) e o pedido alternativo envolvendo Flávio como advogado vem de três (BandNews, Folha e Estadão). O restante está confirmado por múltiplas redações.

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